28 de ago de 2011

*Adoráveis doulas: paz, tranquilidade e também segurança na hora do parto

Mais uma obra da artista Amanda Greavette

Elas têm a função de incentivar e desmistificar o parto normal para as gestantes. No momento tão esperado, e também depois, a doula é uma figura fundamental para as novas mamães.
São os instantes decisivos. À volta da gestante, todos se movimentam na expectativa da chegada do bebê. Mas o que ela sente? O que pensa nesse momento? Ao seu lado, alguém segura sua mão e transmite toda a serenidade necessária para que tudo corra bem. Essa pessoa é a doula, cujo papel é auxiliar a gestante, dar carinho, apoio antes, durante e depois do parto.
As histórias sobre parto natural que a nutricionista Patrícia Schwengber ouviu de sua mãe foram sempre positivas. Hoje, aos 30 anos, a vinda de sua primeira filha, Isabela (que a essa altura já deve ter poucos dias de vida), será cercada de segurança transmitida por sua doula Cátia Carvalho, que a acompanha desde os sete meses de gestação.
A relação entre doula e doulanda – como são chamadas as gestantes que optam por esse acompanhamento – cresce em intimidade. Entre aulas de yoga e de cuidados com bebê, Patrícia e Cátia abrem caminho para o parto normal e humanizado, que vai de encontro aos índices alarmantes de cesarianas, 85% de partos cirúrgicos na rede privada, segundo o Ministério da Saúde. Um número muito acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Achar um médico que faça parto normal é difícil, a maioria quer cesariana. Com a Cátia perdi muito os medos, tive acesso a informações que muitas vezes os médicos não passam. O que o trabalho da doula me passa é segurança e tranquilidade. É uma relação muito gostosa que temos”, diz a nutricionista.
Como mãe de primeira viagem, Patrícia tem seus receios e não arriscará um parto em casa. Vai esperar pelas primeiras manifestações de Isabela em casa e, quando tiver perto de sua chegada, irá para o hospital.
“Na verdade, a gente quebrou um paradigma inverso. Está tão instituído o parto cesariano que a gente fica à mercê do médico, desconhece as alternativas e os outros profissionais envolvidos no processo. Através da doula, fui levado a conhecer essa nova realidade”, diz Guilherme Gapski, 40 anos, marido de Patrícia.

Doula há mais de 20 anos fala sobre o desafio da profissão

Doula desde 1988, Cátia teve dois filhos de parto natural e com o apoio de outra doula. Um dos grandes desafios em seu trabalho é desmistificar o parto natural. Muitas gestantes procuram o acompanhamento de uma doula com receio de dor e sofrimento, outras vão por indicação de obstetras que não tentam convencê-las de um procedimento cirúrgico.
“É exposto o parto anormal, que não é a coisa fisiológica. Quando a grávida chega ao hospital, é olhada com cara de pânico, falam que ela vai pedir por anestesia, pedir por uma cesária, as pessoas perguntam se ela não tem medo da dor, mas é claro que ela tem! Nosso trabalho é incentivar a escolha da gestante, dando ferramentas para ela ter um parto mais confortável através de exercícios, massagem, acalmando o marido, tentado diminuir todas as intervenções, que muitas vezes não ajudam na hora do parto e são extremamente desagradáveis para a mãe”, explica.
Doula e parteira não são a mesma pessoa, mas trabalham juntas ao lado de outros profissionais da saúde. Cátia costuma dizer que o médico está pelo parto, os enfermeiros estão pelo médico, o neonatologista está pelo bebê e a doula encontra-se ali pela grávida. A grande luta dessas profissionais é pela atenção e respeito à intimidade do parto, diluindo a imagem do nascimento como algo sofrido, impessoal.

Na luta para conseguir ter um parto normal

A escolha pelo parto humanizado não foi uma opção apenas na segunda gravidez da professora Adriana Facina, 39 anos. Durante a gestação de sua primeira filha, Adriana tinha o desejo de dar à luz por parto normal, mas na época foi convencida pelos médicos a fazer uma cesariana. A figura de uma terapeuta corporal, que a acompanhou durante o procedimento, foi muito importante para que ela tivesse sua intimidade garantida nos primeiros momentos pós-parto.
Grávida de sete meses de um menino, Adriana procurou a doula Gisele Muniz, 28, para acompanhá-la nessa gestação. A professora mudou de obstetra e espera agora ter um parto normal.
“Esperei muito por isso na outra gravidez. Quando fizeram a cesariana foi uma grande frustração. Hoje tenho muita convicção do que quero. Eu não tenho medo, o que me preocupa atualmente é ter um parto domiciliar, só que é financeiramente difícil, os planos de saúde não aceitam”, lamenta Adriana.
Como doula, Gisele passa os conhecimentos do parto humanizado, as técnicas para relaxamento e também sua experiência como alguém que escolheu parto natural. Depois do nascimento de sua filha em 2006, a educadora perinatal considerou o assunto tão apaixonante que quis investir em cursos de formação.
“A doula não faz nenhum procedimento clínico e por isso qualquer pessoa sem ser da área da saúde pode atuar. Nosso foco é dar base à mulher, apoio e carinho”, diz.

Entregues na partolândia

O que a maioria vê como um momento sofrido durante o trabalho de parto, as doulas descrevem como o alcance à partolândia. Um estado alterado de consciência, quando a mulher se deixa levar pelos seus instintos primitivos e se concentra para parir.
“Algumas relatam até como um transe mesmo, em que nada mais importa. Nenhuma ordem importa, isso quando o parto é fisiológico. Já vi várias mulheres dizendo para desligar a câmera, rasgarem a roupa, darem ordens. A mulher deixa de falar, deixa de brincar, ela fica mais séria. Para a gente, a mulher chegar nesse estado é uma coisa fantástica”, relata Gisele.
“Para possibilitar que a mulher chegue nesse transe, a gente tenta evitar ao máximo o entra e sai no quarto, enfermeiro fazendo perguntas do tipo ‘qual seu CPF?’, pessoas que não têm nada a ver com aquele momento fotografando. Isso faz com que os partos sejam longos e a mulher demore a se concentrar. Esse é o lado mais instintivo, mais bicho que a mulher vai liberar. Elas têm que se entregar ao momento, à dor, não ter controle de tudo. Algumas mulheres sentem dor, outras não, algumas dizem que é apenas um desconforto, um apertão por dentro ou a dor maior do mundo. O importante é usar aquilo para trazer o bebê ao mundo. Nesse momento, a mulher se revela como ela é na vida”, completa Cátia.

Protagonista no parto

A pessoa mais importante na cena do nascimento. Foi assim que se sentiu a jornalista Sarah Nery, 28 anos, quando se preparava para dar à luz a Caio. Ela fugiu da cesariana e preferiu ter seu filho em casa, com ajuda de uma parteira e de uma doula.
“Dar à luz com ajuda de uma doula é ter curiosidade e controle no parto, como elas dizem, ter um empoderamento do parto. O nascimento é algo tão maravilhoso, mas se perdeu porque o parto virou um estresse, uma coisa medrosa. O papel da doula foi fundamental, a ideia do parto natural é que tudo aconteça naturalmente, o corpo pede movimentos e você faz, não fica presa numa mesa. Nesse aspecto, minha doula trabalhou com massagens, respirações e movimentos”, conta.

Por: Maria Laura Machado

19 de ago de 2011

* Casa Angela: o sonho de uma parteira.



Parto no Brasil


Agradeço as Queridas do Blog Parto no Brasil por reunirem tantas informações preciosas e empoderadas num só lugar...Visitem! Vale muito a pena.



Hoje vamos contar como foram nossos (deliciosos) dias juntas, com atividades maravilhosas e integrantes de nosso aprendizado diário no universo da humanização às assistências obstétrica e neonatal.(Texto de Bianca Lanu e Ana Carolina; Fotos: Bianca Lanu).
Nos dias 13, 14 e 15 de maio a Casa Angela - Associação Comunitária Monte Azul, na Estrada p/ Itapecerica, em São Paulo, capital, contou c/ a presença de aproximadamente 30 mulheres que participaram do 2o. módulo da formação em Educação Perinatalpela ANEP Brasil, c/ a presença das psicólogas Eleanor Luzes eLaura Uplinger e também da terapeuta Carla Machado, que coordenou os trabalhos cujo tema foi Concepção Consciente - confiram a programação emhttp://partonobrasil.blogspot.com/2011/05/fomacao-em-educacao-perinatal-pela-anep.html.
Na casa, também estavam expostas fotos do livro recém-lançado Parto com Amor, do casal Lucina Benatti e Marcelo Min - que logo será sorteado peloblog!
Além da companhia de Laura e sua prosa baseada na Ciência Iniciática, que pode ser conferida em seu site Wonder Soft the Womb - http://www.wondersofthewomb.com/index.html, também pude conhecer Bia Fioretti, fotógrafa e coordenadora do projeto Mães da Pátria (acessem aqui!), que fotografa parteiras e já tem cerca de 1000 imagens registradas, com parteiras da América Latina. Para firmar o elo, Bia nos recepcionou c/ saborosas mexiricas, sem ao menos saber o quão simbólica é para mim a fruta, já que passei os últimos dos nove meses da gestação de Rudá comendo muitas mexericas, e nossa placenta num pé foi plantada, 15 dias depois de seu nascimento em nossa casa. Nem preciso dizer o quanto meu coração ficou acalentado! Bia, foi um grande prazer ter por perto aquela que há alguns anos já apreciava o inovador e magnífico trabalho, sem ao menos saber que também trilharia esse caminho de partejar!
É... nada é mesmo por acaso!
Assim, 30 mulheres, 30 histórias, 30 singularidadesem um rico e lindo (micro)Cosmos!
Todas nós ali presentes, naquele final de semana frio e ensolarado na capital paulista, nos entregamos à experiência de pensar sobre o ato consciente de ser mulher, filha e mãe.
Laura Uplinger e Carla Machado nos brindaram com seus conhecimentos sobre a concepção, sobre todo o processo que compreende o momento exato em que nossos corpos deixam de ser dois, exatamente, e passam então a ser três.... sobre o momento exato em que nosso corpo de mulher recebe, materialmente, a entidade, nossa cria, que em termos médicos-objetivos-científicos-desprovidos de emoção ou individualidade é chamadoconcepto ou produto da concepção.
Sim, querid@s, é possível nos beneficiarmos também dapercepção e vivência consciente e ativa dos processos que antecedem o nascimento, de nossos filhos sobretudo, mas de nossa própria existência. É possível e prazeroso estar atento às sutilezas de nossos gestos e pensamentos, e o nosso contexto.
E participar daquela roda organizada pela Anep-Brasil foi um mergulho intenso nas origens de nossas maternidades... Falando agora por mim, Ana Carolina, não é mesmo à toa que ambas as editoras deste blog trataram de rumar a casa de suas respectivasprogenitoras tão logo fosse possível. (Em Bauru-SP, o delicioso III Seminário de Humanização era nosso único compromisso pendente).
Além da partilha intensa de relatos, com mistos de lágrimas e risos, pudemos conhecer aCasa Angela (suspiro!), uma casa de parto aconchegante, onde cada detalhe foi pensado e sonhado pela parteira alemãAngela Gehrke, mas que sem recurso não pode operar, já que a Secretaria Municipal da Saúde não firmou convênio com a instituição. A Casa Angela foi criada para atender a comunidade Monte Azul, na Zona Sul, tendo capacidade p/ 14 partos de baixo risco diários, em suítes PPP, c/ banheira, bola suíça, cavalinho, banqueta, além de um ambulatório de aleitamento materno e uma ambulância a postos, em um ambiente acolhedor que poderia ser atendido por enfermeir@s obstetras e obstetrizes, porém por questões políticas não é disponibilizado seu uso.
No sábado, após a formação com a ANEP, a querida Dal, enfermeira obstetra Romilda Dias, nos guiou pelo edifício, contando-nos das dificuldades que enfrentam para trabalhar. Também relatou experiências super gratificantes, como por exemplo, da chefe de enfermagem que foi conhecer o local após ter recebido em sua maternidade 04 parturientes que informaram terem frequentado o pré-natal da Casa, e que, segundo seu julgamento (claro!) estavam muito bem preparadas para o parto vaginal em maternidade padrão brasileira.
Dal também tem um história que ficou famosa na obstetrícia paulistana: uma versão externa aos 45 do segundo tempo, sabe? Médico alemão, amigo da Angela, maternidade tradicional (pública) UTI de prontidão. Mas..... deu certo! E o bebê nasceu duas semanas depois! Esta é apenas uma de todas as tantas histórias que conhecemos nesta oportunidade. Gratidão!
No site encontramos como esse lindo projeto teve início, e agradecemos muito a Dal, que nos acolheu e nos contou como funciona a Casa Angela atualmente.
Nascida e formada na Alemanha, a parteira Angela Gehrke chegou ao Brasil em 1983 para trabalhar na área de saúde da Associação Comunitária Monte Azul e logo passou a se dedicar ao acompanhamento da gravidez, do parto e do pós-parto das mulheres da favela de mesmo nome, na zona Sul de São Paulo.
Inspirada em sua formação com o médico obstetra francês Frederick Leboyer, um dos pioneiros do parto humanizado, e comovida com a falta de acesso das mulheres da comunidade a serviços de saúde adequados, Angela passou a oferecer assistência ao parto e ao nascimento no ambulatório da Associação Comunitária Monte Azul.
A divulgação desse serviço sem precedentes entre as mulheres e adolescentes da favela e dos bairros adjacentes foi enorme, atraindo um número cada vez maior de interessadas. Com o tempo, a fama do parto humanizado oferecido por Angela na Monte Azul ultrapassou os limites da região e chegou até os bairros mais ricos da capital, de onde muitas mulheres passaram a se deslocar para ter seus bebês com a parteira na favela.
Primeira casa de parto
Em junho de 1997, foi inaugurada a primeira casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul, na rua Vitalina Grassman, onde hoje fica a Casa da Trilha, que oferece orientação e tratamento para dependentes químicos e seus familiares.
A proposta da casa de parto era dar prosseguimento ao trabalho desenvolvido por Angela durante 10 anos no ambulatório da Monte Azul. Nesse período, ela realizou um total de 1500 partos normais, com baixos índices de intervenção, alto grau de satisfação das mulheres e nenhum caso de morte materna ou neonatal.
Em 1998, Angela adoeceu. No ano seguinte a casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul fechou suas portas. A parteira alemã, que se tornou uma das pioneiras do movimento pela humanização do parto no Brasil, morreu vítima do câncer em 2000. Seu trabalho constitui um importante legado que até hoje, mais de dez anos depois, continua inspirando mulheres de todas as classes sociais, profissionais de saúde e pessoas dedicadas à elaboração de políticas públicas em prol da humanização do parto e do nascimento no Brasil.
Casa Angela: o projeto
Em 2003 a Associação Comunitária Monte Azul, em cooperação técnica com o Hospital Municipal do Campo Limpo e com a Secretaria Municipal da Saúde elaborou o projeto de uma nova casa de parto, batizada de Casa Angela, em homenagem à parteira Angela.
O primeiro passo foi realizar um levantamento da situação da assistência materno-infantil na região em termos de oferta e de qualidade. Foram encontrados números alarmantes: taxa de cesárea por volta de 50%, taxa de mortalidade materna acima da média do município, além de altos índices de prematuridade e baixo peso ao nascer. Analisando diversos indicadores como esses, chegou-se à conclusão de que existia demanda por uma casa de parto na região.
Em 2004 o projeto foi apresentado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Na época, houve o entendimento de que, para garantir a manutenção do serviço, inclusive o custeio da equipe profissional, a Prefeitura incluiria a Casa Angela no Programa Saúde da Família por meio de um convênio entre a SMS e a Associação Comunitária Monte Azul. Em contrapartida a entidade, com a ajuda de parceiros internacionais, assumiu os custos com as obras de construção e a aquisição de equipamentos básicos e mobiliário. Em setembro de 2005 o projeto de edificação da Casa Angela foi aprovado pela Vigilância Sanitária. A construção inciou-se em 2006.
Casa Angela: a realidade
A Casa Angela ficou pronta em 2008 e começou a funcionar parcialmente em março de 2009, com os primeiros atendimentos de pré-natal e pós parto.
No primeiro ano de funcionamento, de março de 2009 a março de 2010, foram realizadas 734 consultas de pré-natal e 369 de pós-parto (incluindo visitas domiciliares e orientação em planejamento familiar). Os grupos de apoio, oficinas e palestras para gestantes e pais atraíram 763 participantes. Além disso, 60 adolescentes foram atendidos a cada semana no programa de educação sexual “Jovens Tecendo Laços”.
Em 2008 a Casa Ângela também se tornou sede das reuniões do Comitê de Mortalidade Materna e Infantil da Supervisão Técnica de Saúde M´Boi Mirim. Desde então, 1490 profissionais de saúde participaram de palestras e cursos de capacitação voltados à saúde materno-infantil, realizados pela Casa Angela.
Pronta para funcionar
A organização, a infraestrutura física, os materiais e equipamentos, bem como a qualificação dos profissionais da Casa Angela estão de acordo com os padrões estabelecidos na RDC 36/08 da Anvisa que estabelece padrões para o funcionamento de serviços de atenção obstétrica e neonatal.
A planta arquitetônica foi elaborada de acordo com as normas estabelecidas na Portaria nº 985/GM, de 5 de agosto de 1999, que cria a figura do Centro de Parto Normal, e aprovada pela Anvisa em setembro de 2005. Desde dezembro de 2008, a Casa Angela possui o alvará de funcionamento da Anvisa.
Assim, a Casa Angela possui toda a documentação necessária para funcionar como Centro de Atenção Integral à Saúde Materno-infantil com Centro de Parto Normal e Núcleo de Educação Sexual e Aconselhamento para Adolescentes.
Apresentado em 2004 à Secretaria Municipal da Saúde, seu projeto de implantação obteve, na época, parecer favorável da Prefeitura. De lá para cá, num contexto de mudanças na gestão municipal, ao primeiro parecer favorável seguiram-se cinco respostas negativas da Secretaria Municipal da Saúde. Na mais recente delas, de novembro de 2009, a Prefeitura alega que não existe esgotamento da capacidade pública de atendimento que justifique investimento privado na região. Em outras palavras, que não existe demanda pelo serviço de uma casa de parto nesse local.
Sem o convênio que possibilitaria o repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Casa Angela funciona atualmente de forma parcial, oferecendo atendimento pré-natal, mas sem realizar partos.
Fonte: http://www.casaangela.org.br/?page_id=64
Para conhecer também um pouco da vida desta parteira acessem:http://www.casaangela.org.br/?page_id=62
Blog Parto no Brasil, em novembro de 2010 noticiou o lançamento de sua biografia, em Brasília/DF:http://partonobrasil.blogspot.com/2010/11/livro-reune-historias-da-parteira.html
Conheçam também a localidade:
Casa Angela fica ao lado da Estrada de Itapecerica, a aproximadamente 300 metros do terminal de ônibus João Dias e da estação Giovanni Gronchi do Metrô (Linha 5 – Lilás), na Rua Mahamed Aguil, 34, Jd. Mirante, CEP 05801-060, em São Paulo/SP. Para contato: Tel.: (11) 5852-5332 - Email: casaangela@monteazul.org.br - Site: http://www.casaangela.org.br/
Vejam também a entrevista apresentada por Juliana Cardoso no Programa Expresso Paulistano, da TV Câmara, com a enfermeira obstetra Romilda Dias, em fevereiro deste ano:
Nós desejamos imensamente que este sonho se concretize, e que muitas mulheres-mães possam parir c/ amor e respeito, como deve ser!

17 de ago de 2011

Yoga, Gravidez e Parto natural


Blog da minha querida irmã de alma...Malika...Todo meu Amor!


Gravidez! Qual o real significado deste estado? Para algumas mulheres, num primeiro momento, pode significar angústias, desespero, insegurança, medo... principalmente se a gravidez não foi planejada. Outras, no entanto, aguardavam ansiosamente e já tinham tudo programado, vivendo uma felicidade plena ao saberem da notícia. As reações variam, assim como todo o restante da gestação que é diferenciada de uma mulher para outra. Tudo corre de acordo com o corpo, mente e espírito de cada uma. O meio e os relacionamentos ao seu redor também influenciam muito, mas é a mulher quem vai ditar, consciente ou inconscientemente, o tipo de gestação e de parto que vai ter. 
E assim se inicia uma história que irá durar cerca de 40 semanas, onde estaremos gerando um novo ser, uma nova vida à esta existência. Pensem por um instante na importância desta “tarefa”! Não seria a mais sagrada e importante missão que alguém poderia receber? Isto é óbvio. Mas muitas mulheres não se dão conta disto, e continuam vivendo suas vidas, carregando a criança em seu ventre, mas sem se preocupar com as suas condições e de seu bebê. Não se trata apenas das condições físicas e de saúde...já não basta apenas fazer o pré-natal e todos os exames conforme o ministério da saúde nos orienta. É preciso muito mais! Estamos gerando uma nova consciência que está recebendo tudo de nós: alimento, sensações, percepções, sentimentos... tudo aquilo que ingerimos, ou seja, alimentos físicos e também sutis. E assim, este novo ser vai sendo criado, se preparando para entrar no mundo louco e caótico em que vivemos. 
E neste mundo, todas sabemos o quanto é difícil termos um tempo para nós mesmas. Difícil, não porque não temos tempo, propriamente dito, mas porque colocamos outras prioridades em nossas vidas. Mas basta analisarmos sinceramente o que andamos fazendo, para descobrirmos que podemos acordar uma hora mais cedo, ou reservarmos uma horinha antes de dormir para um contato efetivo com nós mesmas. Talvez, deixando de assistir àquela novela ou de ficarmos penduradas por duas horas no telefone com uma amiga. Não são sacrifícios se considerando os resultados. 
Ao descobrir que está grávida, a mulher deveria fazer um replanejamento de sua vida para os próximos meses, dando forte ênfase para a busca de seu equilíbrio, saúde, serenidade e muita, muita paz. E é neste momento que vemos muitas mulheres descobrindo no Yoga, um grande aliado. Certamente, pois o Yoga trabalha, dentro de uma visão holística, todos os aspectos mencionados, com inúmeros benefícios para a gestante e o bebê. 
Apesar de eu já trabalhar com Yoga para grávidas há algum tempo, só agora, estando esperando meu primeiro filho, pude sentir todas as transformações pelas quais uma gestante passa, e assim os aspectos que devem ser mais trabalhados em uma aula de Yoga, bem como as variações necessárias em cada postura, respeitando o corpo de cada aluna. Dediquei-me intensamente às minhas próprias práticas, o que me proporcionou um contato maior com meu corpo e sinto que muitos bloqueios de minha vida foram eliminados nesta gravidez. 
É um momento de grande sensibilidade para a mulher, o que pode gerar certos desequilíbrios, principalmente pela grande quantidade de hormônios que passam a perambular pelo nosso corpo. Mas se conseguimos uma maior interiorização, esta sensibilidade nos fará entrar de forma mágica, em contato com nossos instintos mais primitivos e ancestrais. Começamos a sentir uma força interna diferente de tudo o que já sentimos antes. 
Com a prática de ásanas (posturas físicas), a mulher fortalece sua musculatura e seu períneo (preparando o assoalho pélvico para o parto), auxilia a circulação sangüínea (prevenindo varizes, dores nas pernas, celulite, inchaços); traz flexibilidade para todo o corpo; fortalece a coluna (que precisa ser reforçada durante a gravidez, devido ao peso extra conforme a barriga vai crescendo), prevenindo dores nas costas e na lombar; alivia problemas de prisão de ventre, azia e falta de ar, estimula e fortalecer os seios, garantindo uma amamentação saudável e sem dor; equilibra o sistema endócrino (regulando os hormônios, que agora estarão mais presentes em nosso corpo); e além de tudo, devolve nossa consciência corporal, tão importante durante o trabalho de parto.
Os pránáyámas (exercícios respiratórios) liberam a energia vital em nossos canais sutis, desbloqueando os obstáculos em várias partes do nosso corpo e mente. A consciência da respiração é essencial para todos nós, mas principalmente para a gestante, pois é através dela que vamos aprender a lidar com nossas emoções, muitas vezes à flor da pele, com nosso corpo, com a dor e também a nos acalmarmos sempre que precisarmos.
Além destas técnicas, o Yoga enfoca, com bastante ênfase, no caso da gestante, o relaxamento completo, usando visualizações que ajudarão a mulher a entrar em contato direto com o bebê, desenvolvendo uma sintonia e um forte elo que se perdurará por toda a vida. Já está mais do que comprovado a eficácia destas visualizações, assim como a importância da mãe e do pai conversarem com a criança que ainda está no ventre. Após uma prática de Yoga, com nossas energias já equilibradas e a mente e o coração abertos, é hora de realizarmos esta viagem, que para maioria das mães é um momento de grande emoção e prazer.
Meditando regularmente, podemos tornar as sensações e benefícios do Yoga muito mais intensos, pois aprendemos a controlar nossas mentes, nos tornando suas líderes, ao invés de nos deixarmos levar por todo um turbilhão de pensamentos e emoções que podem nos ocasionar estados de angústia, stress, depressão etc. Por mais difícil que seja no começo, não devemos desistir e procurarmos dedicar alguns minutos por dia para a meditação. Várias técnicas são ensinadas em diversas disciplinas espirituais. Temos que encontrar aquela que se adeqüa a nós e continuarmos tentando. Muitas vezes desistimos por acharmos que meditação não é para nós, sem sabermos que na realidade, é a técnica que nos foi passada que não vai de acordo com nosso eu interior. Nunca podemos nos esquecer de que cada um de nós é um universo, e não existe um padrão a ser seguido, pois cada um tem seu próprio caminho. E é nisto que devemos no focar... a procura de nosso caminho. Aquele que, mesmo com muita disciplina (pois isso é realmente necessário), nos proporcione estados de extrema paz em nosso Ser. 
Contudo, não nos resta dúvida, e posso agora dizer isso comprovadamente, por experiência pessoal, que o Yoga é um grande aliado para a gestante, trabalhando de forma holística a mulher e o fruto que está gerando. Se a prática é feita com verdadeira vontade e disciplina, garanto que a mulher se sentirá até melhor do que antes, se sentindo mais feminina, e com seus instintos selvagens mais aflorados, nos preparando para a hora do parto, um momento de iniciação espiritual, onde vamos buscar em nosso inconsciente e no fundo do nosso Ser, toda a força e coragem que fizeram com que nossas ancestrais também tivessem seus filhos, para neste momento, estarmos passando, em uma época distante, por todo o processo que elas também passaram. Devemos este momento à estas mulheres, e portanto, devemos agir sem medo, deixando a natureza nos guiar, sentindo toda a dor e prazer que a experiência do parto natural pode nos transmitir. E assim, certamente, seremos muito mais femininas e mulheres do que antes!
Crianças geradas dentro desta consciência natural e ao mesmo tempo transcendente, certamente serão seres integrados com a visão holística de mundo que tanto lutamos para reestabelecer, com formas de pensar e de viver que se baseiem em valores humanísticos, saudáveis e em equilíbrio com a Força Cósmica que nos guia. E é apenas com uma nova geração, com tais ideais despertos desde o ventre, que poderemos garantir o equilíbrio, novamente, em nosso planeta!

Fotos: Malika a espera de Rudrah...Lindos!!! Namastê...)O(...

13 de ago de 2011

* Cesariana: indicações e riscos.






Hoje em dia todos sabemos que há mulheres que simplesmente optam por uma cesariana porque têm medo do parto normal, porque querem planejar o dia e a hora do nascimento dos seus filhos, ou simplesmente porque querem ser assistidas pelo médico X, que, como tem uma agenda tão preenchida, só consegue estar presente marcando uma cesariana.
Ora, com a banalização do acesso aos hospitais privados isto tem vindo a ser (cada vez mais) possível, o que levou a que fossem também levantadas questões éticas sobre este tema.

Aquilo que estas mulheres não sabem (porque, na maioria das vezes, os médicos não lhes dizem) é que uma cesariana acarreta sérios riscos, não só para a mulher, como para o seu bebé.
Num caso de perigo de vida, é óbvio que esses riscos serão claramente desvalorizados pois o interesse maior será salvar as vidas envolvidas, mas para uma grávida de "baixo risco",valerá a pena colocar tanta coisa em jogo?

Deixo vocês com alguns fatos para refletirem:

- Em 2005, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 34,7 por cento dos bebes em Portugal nasceram numa sala de operações.
Um número superior à media europeia, situada nos 27-28 por cento, e substancialmente mais elevado do que a taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) 10 a 15 por cento.

As taxas relativas ao setor privado ultrapassam os 60%.

- A cesariana é uma operação considerada como sendo uma cirurgia de grande porte com contra-indicações comprovadas em estudos reconhecidos internacionalmente pela comunidade científica.

Indicações para Cesariana:
(onde optar pelo parto normal apresentaria sérios riscos de vida)
  • Prolapso do cordão umbilical (o cordão sai pela vagina antes do bebe e a cabeça faz pressão sobre ele, ao ponto de bloquear a passagem do sangue, pelo que o bebe deixa de receber oxigénio)
  • Descolamento da placenta durante o trabalho de parto (produz-se uma hemorragia intensa e o bebe pode deixar de receber oxigéneo se não se actuar com rapidez)
  • Placenta prévia total (quando a placenta está colocada na saída do útero, obstruíndo a passagem ao bebe; é frequente a mãe apresentar hemorragia, que será um sinal de alerta para diagnosticar o problema)
  • Mau posicionamento fetal (quando o bebe está posicionado de uma forma que se torna impossível a sua saída e já não consegue mudar de posição; por exemplo quando se inicia o parto e o bebe esta transversal)
  • A mãe sofre de uma cardiopatia descompensada ou outra doença grave
  • Eclâmpsia
  • Herpes genital com lesão ativa no final da gravidez
Indicações relativas para cesariana:
(aqui existem alguns riscos para o parto normal, no entanto deverão ser discutidas todas as hipóteses disponíveis)

  • Desproporção feto-pélvica (aqui a indicação é relativa pela dificuldade em diagnosticar esta situação; é muito raro mas pode ocorrer em mulheres que sofreram raquitismo na infância ou outro tipo de malformações. Pode ser confundido com outras situações, por exemplo, a posição para parir influência a passagem do bebe; já foi demonstrado que parir deitada de costas além de absurdo é perigoso pois dificulta a saída do bebé. De fato, de cócoras, a abertura da pélvis aumenta cerca de 30%).
  • Apresentação pélvica (nos últimos anos a cesariana tem sido promovida nos casos em que o bebe se apresenta sentado, sobretudo num primeiro parto. Contudo, estudos médicos demosntram que o parto vaginal é viável quando existe apresentação pélvica, com a cabeça fetal flexionada, peso fetal equilibrado e pélvis materna normal.
  • Tumores que obstruem a saída do bebé (podem ser miomas uterinos, convém esperar que o trabalho de parto se inicie para ver como evolui)
  • Perda de bem-estar fetal (o bebe, no decorrer do trabalho de parto, apresenta alterações nos batimentos cardíacos, que se mantêm e acentuam com o tempo e que podem revelar uma perda progressiva de capacidade de recuperação. Contudo, em alguns casos o mal-estar fetal deve-se ao uso inadequado de ocitocina ou ao fato de a mãe permanecer deitada)
Indicações não justificáveis
(quando os riscos da cesariana superam aqueles esperados num parto normal)

  • Cesariana anterior (já não se aconselha fazer uma cesariana só porque se fez uma anteriormente)
  • Gravidez de múltiplos (depende da maturidade fetal e da posição dos bebes. Na Holanda, por exemplo, só 14% dos gêmeos nascem por cesariana)
  • Falta de dilatação ou parto prolongado (a "falta de dilatação" teoricamente não existe. O que acontece frequentemente é que o medo, a tensão, a solidão e a falta de privacidade fazem com que o corpo não colabore tão eficazmente no trabalho de parto. Se for dada oportunidade de privacidade e o apoio certo à mulher, a dilatação acabará por progredir. Entretanto, enquanto mãe e bebe estiverem bem, o parto não é considerado prolongado. Não existe um tempo pré definido para o trabalho de parto).
  • Chegar às 40 semanas de gestação (uma gravidez de termo, normal, pode ir das 37 às 42 semanas)
  • O bebe é muito grande (desde que a evolução do parto seja boa, o peso não é um fator significativo, além de que uma estimativa de peso por aparelhos nem sempre é confiável)

Riscos da cesariana para a mãe:


  • Sendo uma cirurgia, obviamente acarreta os riscos associados a todas as outras operações como sejam os riscos relacionados com a anestesia e maior risco de infecções.
  • pós-parto mais doloroso
  • não conseguir cuidar do bebe plenamente no pós-parto imediato
  • risco de morte materna 5 a 7 vezes superior, comparando com um parto normal
  • risco de hemorragia séria 6 a 8 vezes superior
  • maior tempo de internamento hospitalar
  • risco de complicações com a cicatrização (por exemplo, hérnias ou quelóides)
  • experiência de "parto" sentida como negativa
  • a mãe não poderá ser acompanhada pelo marido durante todo o processo de nascimento do bebe, não tem qualquer controle sobre a situação nem pode ficar imediatamente com seu bebe
  • aumenta o risco de morte fetal em gravidezes subsequentes
  • aumenta o risco de infertilidade para futuras gravidezes
  • aumento do risco de problemas a nível de placenta (acreta, abrupta ou prévia) em gravidezes subsequentes
  • risco de ruptura uterina num futuro parto

Riscos da cesariana para o bebe:



  • aumenta os riscos de morte no primeiro mês de vida
  • aumenta os riscos de problemas respiratórios
  • risco de corte cirurgico acidental
  • risco de não vir a ser amamentado ou sê-lo 
  • por pouco tempo devido a introdução de leite artificial ainda na maternidade




5 de ago de 2011

Birth Art - Belly Painting - Pintura Pré-Natal -


Espero que gostem, quem tiver interesse em fazer uma entre em contato.

Calores super acessíveis, faço a domicilio ou em sessões do book da gestante.


Contatos na barra ao lado...Obrigada...Doula Julia Luah...


2 de ago de 2011

* Exercícios na hora do parto reduzem chances de cesárea e aumentam a tolerância a dor.



Imagem: google

Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.
No SUS, a taxa de cesáreas é de 28% e na rede privada e suplementar chega a 90%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o índice seja de, no máximo, 15%.
Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercícios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercícios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do períneo e coordenação do diafragma.
A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto -de 11 para 5 horas. “Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico.” No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.
No Brasil, exercícios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em países como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.
Segundo Bio, os exercícios remetem à livre movimentação que, no passado, a mulher tinha em casa durante o parto. “Temos que estimular as habilidades do corpo da mulher para o parto, prevenindo traumas no períneo, levando a uma vivência menos dolorosa, resgatando a poesia do nascimento.”
Segundo ela, os procedimentos fisioterápicos preconizam a participação da mulher em todo o processo de parto, com a livre escolha de posições durante as contrações.
O obstetra Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que o estudo é benfeito (prospectivo, randomizado e com um número significativo de voluntárias). “Tudo o que estimula responsavelmente o parto normal é bem-vindo num país com altíssima incidência de cesárea.”
Para ele, o ponto principal do trabalho foi ter mostrado que o acompanhamento fisioterápico retarda a necessidade de analgesia, diminuindo o tempo do trabalho de parto.
Na opinião de Renato Kalil, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz, o mérito do trabalho de Bio é ter “colocado no papel” a eficácia dos exercícios. “Minhas pacientes fazem isso há 22 anos, mas ainda são exceções. Na maioria dos hospitais, a grávida fica deitada esperando a hora da cesárea.”
Ele pondera que o trabalho não consegue demonstrar de que forma ocorre o relaxamento provocado pelos exercícios. “Um médico adepto da cesárea diria que seria preciso medir os impulsos elétricos do músculo para comprovar o relaxamento. Mas, na prática, sabemos que a movimentação funciona.”
exercicios para a hora das contrações

๖๔΅˚◦.Minha Arte.◦˚΅๖๔