04/11/2012

* Workshop de Pintura de Ventre...Participe!!!





Workshop de Pintura corporal para Gestante com Jasmin Walsh

LOCAL: Recanto das Corujas – Rua Bararque, 105 – Telefone: 11 2361-8203.
DATA: 17/11/2012 (Lembrando que precisamos de no mínimo 10 participantes)
HORÁRIO: das 10:00 ás 17:00 (com pausa para almoço).

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Este workshop consiste de um dia de introdução de técnicas de arte para pintura em gestantes usadas pela Jasmin Walsh, artista facial e corporal premiada internacionalmente. O workshop incluirá muitas demonstrações de técnicas e teoria para pintar em gestantes aulas serão bem práticas, então esteja preparada para pintar e ser pintada!
Todas as tintas Diamond FX serão providenciadas para uso durante o curso como também apostilas, no entanto por favor traga o seus próprios pincéis (terei pinceis a venda no dia do workshop). Os alunos receberão um certificado de conclusão no final do dias.

.As aulas irão abordar informações de saúde e higiene.
.Debate sobre pintura em gestante como negócio.
.As melhores práticas no trabalho (ética).
. Técnicas de “Blending” e “Sponging” com esponga.
. Proporção e localização de design.
. Técnicas de trazos de pincel.
. Como fazer as flores “double load” da Jasmin.

O que trazer para aula: Câmera, lanche, caderno de notas, loção hidratante e uma toalha para se secar, já que você terá o corpo pintado.

INVESTIMENTO: R$ 185,00
Deposito para garantir vaga: R$ 85,00 até o dia 08/11
Restante pago até o dia do curso: R$ 100,00

Pagamento do deposito deve ser feito na conta de Jasmin Walsh,
Banco: Itau,
Agencia 8506,
Conta 01340-1

PÚBLICO ALVO: Este workshop atende á todos, desde o iniciante aos mais experientes, você desenvolverá técnicas apropriadas ao seu nível de aptidão.

13/10/2012

*Gestando Arte em seu 2° ano de vida...

Dou graças pela oportunidade de embelezar ainda mais essas mamães.
Tem gente que acha futilidade se dar um presente como este, eu digo apenas...
A gestação passa tão rápido que toda forma de guardá-la é bem vinda...^_^...



27/07/2012

* Gestando Arte na Revista CRESCER!!!







Veja a matéria no tamanho original na page do Gestando Arte.
Aproveite para curtir a página demonstrando seu apoio!!!

Créditos: Foto by Lente Materna e pintura de ventre by Julia Luah.

21/07/2012

* "MULHERES X CREMERJ"




Foto criada por Gestando Arte, mantenha a fonte de origem.
 


Cremerj proíbe a participação de acompanhantes profissionais em maternidades e causa revolta.



O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro publicou na última quinta-feira (19) uma resolução que proíbe mulheres de contarem com a assistência de obstetrizes, doulas e parteiras em hospitais maternidades, assim como, outra resolução que proíbe e pune médicos-obstetras que acompanhem partos domiciliares, ou ainda, aqueles que deem retaguarda para parturientes com necessidade de remoção de parto em casa para o hospital.


Organizações Não-Governamentais, representantes de movimentos sociais e mulheres de todo o Brasil estão se manifestando em repúdio às resoluções através das redes sociais. No próximo domingo (22), elas planejam realizar um piquete em frente à sede do Cremerj, localizado na zona sul do Rio de Janeiro.


As mulheres consideram que a decisão do Conselho contraria evidências científicas que comprovam a melhoria da qualidade da experiência do parto e a redução de intervenções médicas desnecessárias quando um parto é assistido por esses profissionais, que são qualificados para atuar nesse sentido. Já é conhecida e divulgada a importância das doulas e obstetrizes em um modelo de assistência obstétrica humanizado e centrado na mulher. As resoluções, inclusive, vão contra diretrizes do próprio Ministério da Saúde, que tem trabalhado nos últimos anos dentro da Política Nacional de Humanização da Saúde.
Para elas, as resoluções entram em contradição com o próprio Código de Ética Médica, que fala do respeito à autonomia. “Capítulo I, inciso XXI – No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas”.


As mulheres classificam a decisão do Cremerj como arbitrária. Em um país que alcança a primeira colocação mundial em realização de cesarianas, no qual as taxas desse tipo de cirurgia chegam a 52%, superando os 80% em hospitais privados e em alguns chegando a ultrapassar os 90%, essas resoluções podem ser consideradas como um retrocesso, ou, no mínimo, tendenciosas, por contribuírem para continuar perpetuando um modelo violento, que tira o poder e o direito de escolha da mulher, violando assim, seus direitos reprodutivos. Infração ética muito maior são as chamadas cesáreas eletivas sem indicação médica, realizadas sob pretextos não respaldados pela literatura.


Diversos estudos demonstram que as consideradas altíssimas taxas de cesáreas em hospitais brasileiros não ocorrem a pedido das mulheres, uma vez que a maior parte delas continua demonstrando preferência por parto normal, sendo conduzidas no decorrer da gestação a mudarem de opinião pelos próprios obstetras.


A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro já foi acionada e está investigando o caso através dos Núcleos de Direitos Humanos e de Defesa dos Direitos das Mulheres. Além disso, uma carta está sendo encaminhada ao Ministério da Saúde, à Secretaria de Direitos Humanos e ao Conselho Federal de Medicina cobrando um posicionamento em relação à decisão.


Acompanhantes profissionais e evidências científicas


A participação de obstetrizes (profissionais formadas em curso superior de Obstetrícia) não somente integra o modelo transdisciplinar de assistência ao parto, como tem demonstrado resultados até superiores ao esperado. De acordo com a Biblioteca Cochrane, uma espécie de coleção de fontes de informação de evidências em atenção à saúde, em uma assistência promovida por obstetrizes, as mulheres têm menor risco de hospitalização antenatal, de analgesia regional e de parto instrumental. Ou seja: têm maiores chances de partos sem anestesia e parto vaginal espontâneo, além de maior sensação de controle durante o nascimento do bebê e mais facilidade para dar início ao aleitamento materno.


Em relação às doulas (acompanhantes profissionais de parto, responsáveis pelo conforto físico e emocional da parturiente durante o pré-parto, nascimento e pós-parto), 21 ensaios clínicos com mais de 15 mil mulheres mostraram que aquelas que receberam esse tipo de suporte tiveram menor risco de relatar insatisfação com a experiência do parto, menor duração do trabalho de parto, menor risco de cesariana, entre outras vantagens.

Fonte do texto: http://partohumanizadob.blogspot.com.br/2012/07/mulheres-x-cremerj.html




O Artigo do CREMERJ na integra: http://www.cremerj.org.br/legislacao/detalhes.php?id=715&item=1


DENUNCIE ESSE ABUSO E MOSTRE QUE VOCÊ TAMBÉM É CONTRA ESSA DECISÃO!
http://www.mp.rj.gov.br/portal/page/portal/Internet/Cidadao/Ouvidoria_Geral


02/07/2012

* Relato do Parto de Caroline - Naomi






Relatos do parto de Sophie e Naomi 


Não poderia escrever o relato de do nascimento de Naomi, sem antes relatar o nascimento de nossa primeira filha Sophie. Que para mim, foi o "start" para ter um parto natural...



A Princesa Sophie 






Sophie veio de forma inesperada, gravidez logo após o casamento, e foi muito bem aceita por todos. Papai e mamãe muito felizes, mas sabiamos que um novo ciclo cheio de altos e baixos se iniciaria.

E estávamos dispostos a embarcar de cabeça nesta jornada e cuidar daquele novo ser que se formava em meu ventre. Gravidez que enjoei muito, dormi muito e inchei muito.


Já sabia que queria o parto "normal" e cheguei a ler sobre, buscar informações, mas não me aprofundei (até dentro de mim) como precisaria para conseguir um parto natural.

Queria parir em casa de parto, na época tínhamos convenio então o plano era: Ao constatar os sinais de TP, iríamos a um hospital em um bairro próximo. Se realmente fosse TP, iríamos para casa de parto. No alto das 41 semanas, fui a uma consulta com a médica que me disse que se a bebê não nascesse até segunda-feira (era uma sexta) teria que marcar cesárea porque "estava passando do tempo".

Confesso que voltei pra casa cofusa com tudo isso, mas sabia que não queria cesárea! Em casa comecei a fazer exercícios, subia e descia escada, fazia agachamentos, caminhava e assim induzi meu TP. As 20:00 do sábado já sentia fortes contrações, então resolvi tomar um banho quente pra ver se engrenava, deu certo! Mais ou menos ás 23:00 resolvi ir ao hospital, pois moro na zona norte até chegar na casa de parto na zona leste demora um pouco. Chegamos, fomos atendidos. e foi constatado o TP.

Mas só um dedo e meio de dilatação, as contrações eram fortes e vinham de 5 em 5 minutos, a médica queria me internarem quando disse que queria ir para casa de parto, ela disse que era muio arriscado e que eu não poderia sair de lá.

Ficamos apreensivos com isso, e eu como já sentia muiras dores e não havia me preparado para lidar com elas, foi decidido que ficaríamos ali mesmo.

E eu faria de tudo para que fosse o mais natural possível. Lá eu podia caminhar no quarto e tomar banho quente também, porem haviam os exames de cardiotocografia, de toque, aquelas ligadas básicas de luz na cara... E quando viam eu em pé ou fazendo exercícios as enfermeiras se coçavam pra me colocar no cardio. Tipo, enquanto ta deitadinha ta bom... ¬¬

Meu marido podia entrar e ficar um tempo, assim como minha mãe e minha sogra. Mas não podiam permanecer, pois havia outra parturiente no quarto. Assim que podia eu ia pro banho, fazia exercícios, cheguei até me trancar no banheiro pra fugir de ficar deitada naquele cardio. Dei entrada +/- ás 23:30, já eram 07:00 e eu com 5 centímetros, ai tomei um longo banho e pulei pra 7, quando cheguei nos 8cm estacionei. Estava com fome, cansada, sozinha e com muita dor. Foi ai que a plantonista receitou ocitocina (Detalhe: se eu não perguntasse o que iriam fazer, fariam o que quisesse sem nem me comunicar).

Impressionante é a frieza dentro de um hospital! Aceitei ocitocina, já estava muito cansada, mas ai foi pior ainda. A dor aumentou umas 10x, lembro de falar pra minha mãe que se fosse doer daquele jeito por mais tempo, que fizessem cesárea. Mas já estava na fase de transição, e quando soube que estava de 9cm relaxei, fiquei feliz e evolui pra 10 rapidinho. 10cm= Centro cirurgico Foi ai que o show de horrores começou, chegando lá pedi pra ficar de cócoras, não me deixaram.

Então fiquei deitada, estavam na sala 2 enfermeiros, a plantonista, e um médico. Que entrou, nem se apresentou, e sentou bem de frente para " fazer o parto". Foi ai que meu marido entrou, me senti mais feliz, porem estava com frio, fome, cansada e com medo do que estaria por vir.

A médica que estava em pé me dizia: " Vai faz força agora na próxima contração". E eu dizia a ela, que não sentia os puxos, sentia a bebê alta. Ela olhava pra mim, fazia cara de alface, sorria e na seguinte contração me dizia: "Vai faz força agora". Eu cedi, fiz força por 3 contrações. Resultado: A bebê não desceu.

O médico, sem nem me perguntar se podia, fez uma episio enorme e tirou minha filha de fórceps. A colocaram em cima de mim por alguns segundos e deram para o pai segurar, tudo muito rápido. Depois a pegaram e levaram pra medir, pesar, aspirar, pingar colírio, dar injeção...

E eu lá de longe, apenas observando tudo aquilo que era feito ao meu bebê enquanto levava os pontos da episiotomia. Como se não bastasse os 11 pontos de episio, me deixaram 40 minutos em "observação" longe da minha filha.

Um absurdo, mas eu só conseguia pensar no meu bebê. Quando desci pro quarto, que a trouxeram, estava com uma marca enorme do fórceps. Que ia da cabeça até as maçãs do rosto e comendo os dedinhos de fome. Mamou bastante e depois disso não saiu mais de perto da mamãe. Sophie nasceu dia 10/10/10 a 13:17hrs, medindo 49,5cm e com 3355kg.

Depois de ter um parto roubado, sentia um vazio por dentro, como se algo estivesse para acontecer e fosse barrado. E esse foi o meu "start", pois sabia que só um próximo parto poderia preencher esse vazio, mas um parto natural claro. Sophie princesa muito amada veio para legrar nossas vidas, um amor sem fim.




Naomi o renascimento 





Agosto de 2011, Sophie com 10 meses e meu fluxo não vinha. Fiz um beta com 10 dias de atraso, o mesmo deu negativo. Um mês de atraso e resolvi fazer um teste, desses de farmácia mesmo e a surpresa... Estava grávida novamente, no começo não queria acreditar, pensava que Sophie era muito pequena. Me perguntava se conseguiria cuidar de dois bebês, como a familia reagiria, o marido que na época não estava trabalhando, minha cabeça fervia. Passando o choque inicial, todos jubilamos com a nova vida e dentro de mim eu já sabia que esse parto quem faria seria eu não o médico, mas também sabia que para isso teria que me preparar. Começo de gravidez muito tranquilo, tive poucos enjoos comparados a primeira gravidez, passamos bons momentos e muito aprendizado na casa da Empress Luana no DF. Quando voltamos eu já estava de aproximadamente 19 semanas, foi ai que comecei o pré-natal. Gravidez saudável, de baixo risco, exames ok. Era hora de correr atrás do parto em casa, como era nosso desejo. A príncipio teríamos um PDA (Parto domiciliar assistido), cheguei a fazer contato com algumas obstetrizes, e percebi que se quisesse um PDA, teríamos que desembolsar uma boa quantia em dinheiro. Quantia essa que não tínhamos. Ainda mais com um bebê e agora chegando outro, as despesas iriam aumentar. Então o plano seria casa de parto, mas meu coração era relutante quanto a isso. Queria parir em casa e sabia que era capaz, que meu corpo era capaz, e ai se iniciou um novo plano em minha vida.


a Doula 


Conheci minha doula pela internet bem antes de engravidar de Naomi, conversamos algumas vezes, conversas muito gostosas e que me ajudavam muito. Ainda não haviamos nos encontrado, mas já sabia que se engravidasse novamente ela seria minha doula. E então a descoberta da nova gravidez Julia acabara de ganhar uma doulanda! Assim que voltei de brasilia, fui a um encontro da roda de gestantes nas qual Julia é uma das organizadoras e assim nos conhecemos pessoalmente. Foi um dia chuvoso, e muito gostoso. Trocamos idéias, as crianças brincaram muito, demos boas risadas e Sophie amou o paseio. Depois disso demoramos para nos vermos novamente, mas estávamos sempre em comunicação, ela foi uma das pessoas que mais me ajudaram a ter um parto digno, sou muito grata a ela. Na medida do possível me passava informações, caminhos e contatos. Quando estava mais ou menos de 28 semanas fomos a sua casa para um almoço, foi um dia em que conversamos muito, as crianças se esbaldaram.Conheci sua família, nossos maridos se gostaram, Dadai( irmã da Julia) me fez uma massagem maravilhosa, comemos uma deliciosa pizza que marido da Julia fez. Travamos, quase que não vamos embora. rsrs Nosso último encontro antes do parto foi no meu chá de bebê, já estava de 34 semanas. Julia fez uma linda pintura de barriga, ficou ainda mais bonito do que eu havia imaginado. Nesse dia ela me emprestou um livro (Parto sem estresse), devorei o livro, e coloquei em prática tudo o quanto pude. Seguimos nos comunicando, não precisávamos ficar uma colada na outra, não precisávamos nos falar todo dia ou semana. Mas sabia que ela estaria comigo, quando eu precisasse. Sentia um bem estar e uma confiança enorme, sentia que a conhecia de outras vidas. Gratidão imensa por Deus a colocar em nossas vidas!


O final da gravidez e o parto 


Depois de cair de cabeça na gravidez e no parto em si, eu ja tinha lido muito, ja tinha visto inúmeros vídeos de parto, já tinha lido inúmeros relatos de parto, eu queria me aprofundar mais. Pois estava decidida a ter um PDD, foi então que comentei isso com a Júlia, e ela disse que estaria comigo independente da minha escolha, e me passou o contato da Ana B. que teve um PDD ela foi muito receptiva e me ajudou bastante. Me passou links, apostílas, li bastante os posts do materna japão e também o Relatos de parto da Rosana Oshiro. Rosana me ajudou muito também, sua história, seus partos, principalmente os 2 desassistidos me deram força em minha decisão. Me sanaram dúvidas e me ajudaram a trabalhar meus medos. Admiração e gratidão tenho por essas mulheres, obrigada! Não desmereço quem opta por hospital, casa de parto, PDA.


Acho que o que vale mesmo é parir aonde, como e com quem nos sentimos bem! E eu me sinto bem e segura em minha casa, bem e segura com meu marido, bem e segura com meu corpo. Sabendo que ele é perfeito e sabe parir, sem medos e receios, simplesmente o natural. Tendo a consciência dos riscos, claro! Pois corremos riscos até ao ir a padaria, e com o parto não seria diferente. Eu tinha a consciência de que poderiam haver complicações, de que se fosse necessário teria que ir pro hospital, de que poderia acontecer o pior com mãe e bebê, sabia de tudo isso. Mas a minha mentalização era de que correria tudo bem, afinal o perfeito é o natural.


E assim mantive minha meditação até o final. Compramos tudo o que era necessário para um PDD, meu marido desde o inicio me apoiou, alias me surpreendi com a fé que ele tem nas mulheres, na sabedoria do nosso corpo em parir. Lembro que em uma de nossas conversas eu disse que no TP ele teria que ser forte, não se desesperar, nem me deixar desistir. e ele me disse que de toda a família ele seria o último a se desesperar, e que acreditava que a mulher poderia fazer tudo sozinha, era só deixar ela quietinha que tudo daria certo.


Essa resposta me aliviou e naquela hora senti que ele também estava preparado para o PDD.


Decidimos que só contariamos a nossa decisão para minha mãe, que mora conosco. Ela no começo ficou meio insegura, mas via o quanto eu estava me preparando para aquilo e acreditou em mim. Respeitou nossa decisão e me deu a segurança de que não iria se desesperar e atrapalhar todo o processo. Eu colocava o marido para ler relatos, ver vídeos principalmente os de PDD, e fazia ele compreender que no parto em casa o papel do pai é atuante. E assim até toque ele aprendeu a fazer, foi super engajado por nossa causa.


Gratidão pelo companheiro que és, pois teu apoio foi fundamental para o nascimento digno de nossa filha. Continuei fazendo o pré-natal normalmente, e as 37 semanas umas boa noticia! Strepto negativo, o que me deixou muito feliz, com a bebê cefálica desde o quinto mês, tudo corria bem e meu sonho por um parto respeitoso estava cada vez mais perto. Quanto mais se aproximava o parto, mais Sophie ficava agarrada a mim. Impressionante como isso acabou assim que Naomi nasceu.


A doula-irmã sempe me ligava, me mandava mensagem, estava sempre me mostrando que estava ali pra mim, que estava ali por nós, e eu sentia muito amor. Continuei fazendo meus exercícios, treinando as tecnicas de respirações, subia e descia escada, caminhava... E com 38 semanas comecei a tomar chá de cravo com canela e o colo do meu útero começou a afinar. Nesta gravidez senti, escutei e preparei muito mais o meu corpo.


40 semanas, já sentia muito cansaço, quase não dormia, mas não deixei de me movimentar. Sentia minha princesa cada vez mais perto... Última consulta com a GO, tudo tranquilo, pressão normal como sempre, movimentos fetais presentes, nesta gestação engordei só 9 kg. Tudo correndo bem e nós só esperando Naomi decidir nascer. 08/06/2012, sexta-feira, por volta de 12:00hrs senti uma forte contração, mas não dei muita importancia pois ja havia tido fortes pródromos durante uns 5 dias. Na nossa cultura, guardamos o sábado, preparando casa, comida e roupas antes das 18:00 de sexta, pois das 18:00 de sexta ás 18:00 do sábado descansamos.

E era o que eu estava a fazer, como estava na maior faxina, nem senti mais contrações ou desencanei delas. Quando parei, por volta das 15:00hrs, comi e fui pra bola. Daí senti algumas contrações mas não eram ritmadas então pensei que não era o TP. Por volta de 17:00hrs tomei um banho quente e voltei para a bola. E ali fiquei até umas 19:00hrs, quando senti contrações beem fortes e ai pensei que poderia ser o TP. Então resolvi deitar um pouco para descansar. Deitei, mas quem disse que dormia? Aquela posição acabou ficando insuportável. Por volta de 20:00hrs liguei pra Julia e disse: "Olha eu acho que é hoje!" E ela já havia sentido, estava indo pra casa de sua mãe e me disse que deixaria seus pimpolhos lá e viria pra cá. Julia chegou aqui umas 21:30 e eu já tinha fortes contrações que vinham +/- de 10 em 10min com 1min de duração. E foi que começamos a "preparar' mesmo a casa. Apagar as luzes, acender as velas, colocar Nyahbingui pra tocar...

Foi ai que o TP engrenou de verdade, me entreguei,, Julia me fazia massagens e que santas mãozinhas, nossa como me aliviava! Enquanto isso o marido preparava a casa, inflava a piscina, e eu a cada contração mentalizava meu corpo se abrindo, minha bebê descendo e praticava as técnicas de respiração (técnicas que foram fundamentais para um TP tranquilo). Sophie ficou com sono, chorava e queria meu colo, então minha mãe a levou para casa da minha avó para faze-la dormir.

O que pra mim foi bom, pois a preocupação com ela ativava muito meu racional. E assim seguimos com massagens, luz de velas e Nyahbingui. Enquanto isso a banheira já estava sendo cheia, lembro da Julia me perguntar se eu queria pedir pro marido fazer o toque, pra ver como estava. E eu disse pra ela que não queria toque, meio marruda até. rs Disse a ela que sabia que estava correndo tudo bem! E a essa altura meu corpo ja pedia água quente, e como a piscina ainda não estava cheia, decidi ir pro chuveiro. E assim fomos eu e a bola pro chuveiro. Era uma noite fria e chuvosa e ao tirar a roupa senti frio, então Julia me cobriu com toalhas, foi ótimo! Esquentei, relaxei, e as contrações já me levavam a outras dimensões. Julia então trocou de lugar com o marido e foi cuidar de encher a piscina.






Ele não me dizia nada, mas o seu olhar dizia tudo, me trazia paz, segurança e muito amor. Lembro de olhar pra ele e sorrir, acho que uma forma de agradecer por ser tão companheiro, por compartilhar aquele momento comigo, por me apoiar em todos os momentos. Estava concentrada, mergulhada dentro de mim, sentia Naomi se mexer e sabia que estava tudo bem. Me sentia cansada, e não queria comer, só beber água. E entre uma contração e outra, um puxo! E o chuveiro que antes era tão bom, já não era mais. Perguntei pra Julia se ainda demoraria muito pra encher a piscina, e ela disse que demoraria mais um pouco. Mas que eu poderia entrar e que eles jogariam água nas minhas costas. Este foi um momento engraçado, pois levantei e sai do banheiro que nem um foguete. Nem lembro direito como cheguei na sala, de tão rápido que foi. rsrs


Entrei na piscina, ai relaxei total, água quente aliviava DEMAIS. E a única posição que eu conseguia ficar durante as contrações era tipo rã, com joelhos e cotovelos apoiados no chão. A água que o marido e a doula jogavam nas costas era uma delicia. Água quente, a santa anestesia! Sentia intensas contrações e me fechava dentro de mim mentalizava meu corpo se abrindo, meu bebê cada vez mais perto. Conversava com ela e a chamava para vir a este mundo. Senti uma mega contração e cheguei a pensar se iria conseguir pois me sentia muito cansada. Mas logo em seguida me tranquilizei e pensei: "Estou em transição, isso é bom!". Julia veio com uma banheira de água, tropeçou e despejou tudo em minha lombar, que delicia! Relaxei e senti Naomi descer, a esta altura eu deitava de lado entre as contrações e até cochilava.




Tudo muito tranquilo! Mas também quando vinha contração... Eu pulava e voltava pra posição de rã. Michel jogava água em minhas costas e eu rebolava e praticava respiração profunda, e em determinado momento não via mais ninguém, não escutava nada além do som da água que caia nas minhas costas, quando caiam na água da piscina. E foi neste momento que tive o meu encontro com Deus, dentro de mim. E pedi para que me fizesse forte como as mulheres ancestrais, e que me guiasse até o fim daquela jornada. Então senti outra contração e uma pressão bem forte no períneo, coloquei a mão e senti meu tampão, logo em seguida senti os cabelinhos. E então "voltei" e disse que ela já estava vindo, Julia e o marido se revezavam e jogavam água em minhas costas. Já estávamos perto de uma manhã, eu me sentia muito bem apesar do cansaço, me sentia confortável, me sentia muito segura do que estava fazendo.


Relaxei tanto que ainda cochilava em pleno expulsivo, foi ai que veio uma longa contração seguida de puxos incontroláveis e eu já emitia sons totalmente primitivos e instintivos. Relaxava os músculos da minha boca, e relaxava por dentro, me sentia mole por dentro. E então outra contração e senti uma ardência muito grande, o tal círculo de fogo. O fogo é quente meeesmoo! rsrsrs Falei que ela havia coroado e o marido jogava água em minhas costas. Todos jubilaram, outra longa contração e novamente os puxos, foi quando relaxei e senti Naomi virar dentro de mim, aparei sua cabeça e depois seu corpinho. Incrível é a sensação do poder da vida entre meus dedos.




Veio direto pro colo da mamãe com circular de cordão no pescoço e no braço que retirei assim que a coloquei em meu colo. Tudo tranquilo, sem neuras. Senti um gozo tão grande, um misto de amor, proteção, felicidade,me senti uma vitoriosa! Neste dia nasceu uma nova família, e como se sentisse a chegada da mana, Sophie acordou assim que Naomi nasceu. E veio ver a irmãzinha. Ela ficou encantada! O papai se desmanchou em lágrimas de felicidade, minha mãe também estava ali em êxtase maravilhada com o poder da vida.


E Julia compartilhava desse momento tão importante em nossas vidas trazendo muito amor... Ela se lembrou de tirar as fotos, de filmar, de cuidar para que eu não saísse muito exposta nos registros. Muitas das fotos nem vi ela tirar, tamanha foi sua descrição. Aquele momento foi indescritível, maravilhoso mesmo e eu fiquei lambendo a cria na piscina. Quando ela nasceu eu não via mais ninguém, só estávamos ali eu e o meu bebê. Mas estava frio, precisavamos vestir a bebê e eu começara a sentir as contrações para expulsar a placenta. Então o Papai cortou o cordão e ficou lambendo um pouco a cria no colo, em seguida Julia foi enxugar e vestir Naomi. Foi ai que metade da placenta saiu, e eu relaxei total deitei na água e a placenta demorou a sair. Julia me deu um pão que comi em duas mordidas. kkk





Foi ai que senti que precisava sair da água pra placenta sair e assim que levantei ela saiu. Então me troquei e fui deitar com meu bebê. Naomi pegou no tete e assim ficamos a noite toda. Fomos dormir lá pras 04:00 acordamos as 07:00, tivemos uma conversa muito gostosa, era pura ocitocina! Julia, minha mãe e o marido deram uma super força e arrumaram tudo. Com uma episio super recente meu maior medo era a laceração e graças a Deus não aconteceu. Fui dormir mais um pouco e quando acordei Julia já tinha ido. Me deixando com um sentimento de gratidão enorme por tudo, só desejava bençãos a essa mulher que tanto me ajudara. Gratidão ao meu amor, meu irmão, meu pai, meu companheiro, meu filho e marido. Pois sem ele eu não teria conseguido, homem forte que me deu muita força! Damos graças pela cumplicidade, Te amo! Naomi nasceu no dia 09/06/2012, medindo 51cm e pesando aproximandamente 3,200kg. Nasceu, chorou, choro de pulmão forte! E momentos após seu nascimento já abria os olhinhos, toda alerta... É um bebê tranquilo, que quase não chora, mama em livre demanda e se acorda 2x por noite é muito. Um bálsamo de amor em nossas vidas!!!





*Sei que muitos acham o PDD um absurdo e eu não estou aqui para julgar ninguém. Só acho incrivel falar de empoderamento e achar PDD um absurdo. Só seria empoderada a mulher que parir com assistência? Que empoderamento é esse que só funciona com um profissional do lado?


Absurdo pra mim não é um PDD ou uma Doula acompanhar este tipo de parto. Absurdo é falar em humanização e na hora de humanizar pra quem não tem ou pouca condição de pagar, não rolar. Só eu conheço umas 5 que não tiveram PDA por não ter grana pra pagar 3,4,5,10mil reais por um parto. Humanização tem que ser para TODAS de dentro pra fora e não do bolso pra dentro! Sei que deve ser cobrado, que é também um trabalho, que existem custos, mas me pergunto se REALMENTE custa tão caro...


Acho digno o trabalho voluntário e ficaria muito feliz em vê-lo partindo de profissionais que atendem PDA. E antes que crucifiquem a Julia porque acompanhou meu PDD, já me adianto: O papel dela foi estritamente de Doula MESMO, só tocou em mim pra dar carinho e fazer massagem. Não realizou NENHUM procedimento realizado por médico, parteira ou obstetriz. Cumpriu simplesmente o seu papel de doula! E sobre o caso de acontecer algo errado, estávamos bem concientes. E, dispostos (se preciso fosse) a assinar um termo de responsabilidade em relação ao parto, enfatizando que ela é doula não parteira.


E que quem faria o parto seria eu, então coloca-la de irresponsável ou anti-ética nesse caso não cola! Ela simplesmente não me abandonou, era minha doula antes da escolha do PDD e continuou sendo até o fim... Foi mais que Doula, foi minha companheira! E este é o relato da experiência mais marcante de nossas vidas. Gratidão eterna!





Relato de Parto pelos olhos da Doula- Carol e Naomi 


Carol e eu nos encontramos na internet antes mesmo dela estar grávida de sua 2° filha Naomi. Desde que bati o olho em seu perfil senti uma vontade imensa de conhecê-la...e assim foi.


Após longas conversas (que apesar de serem raras, eram muito produtivas) sobre diversos assuntos, e cada vez mais sobre humanização e resgate do feminino no parto, nos tornamos boas amigas. Porém a aliança mais forte e verdadeira seria celada mais adiante, em seu parto. Assim que soube estar grávida me convidou para acompanhar sua gestação e parto como sua doula.

Aceitei com o coração em jubilo, seria um prazer imenso pra mim. Ela começou então a busca por uma parteira que pudesse acompanhá-la em seu parto, buscava por uma que se enquadrasse nas suas vivências, mandou e-mails e conversou por telefone com uma em questão, mas o valor estava acima do que estavam planejando pagar...realmente fora do possível. Em determinado momento ela se cansou da busca e optou por se preparar junto ao marido para terem um parto a sós.

E assim foi...ela leu artigos, conversou com outras adeptas ao parto desassistido e buscou se munir de muitas informações. Ví que seu preparo surtia efeito...A vi mais forte, segura e amparada do que nunca...Estava plena de sua escolha. Quanto mais via e sentia sua determinação, quanto mais conversava com ela sobre o meu papel junto a eles, sobre os riscos e tudo mais...Mais me sentia segura de estar com eles.

Como não era o 2° parto nessas condições que estaria doulando, me sentia um pouco ansiosa e com receio das represálias que iria sofrer....já sentia isso.

E em todos os momentos Carol me tranquilizou quanto ao que pudesse acontecer e me deu segurança para continuar. Minha consciência é tinhosa, e eu sentia com todas as minhas fibras que deveria estar lá como estive com Ana B., afinal estava com elas mesmo antes de optarem por este parto. Não via como abandoná-las neste momento e nesta hora. Decidi então seguir em frente, sem medo de ser feliz... Muitas pessoas são contra doula assistir desassistido, eu também sou...kkk...contraditório isso não?! Pois bem, vou explicar melhor... 

O risco que corro fazendo isso é grande, imenso...dentre ser presa e correr o risco de ficar 15 anos na cadeia por exercício ilegal da medicina... Para lei não importa se estou alí como amiga, pois tenho o curso de doula e isso caracteriza que eu quis fazer o trabalho de parteira sem ser uma. Estou ciente de que fazendo isso, se algo der errado, eu coloco em risco toda a luta em prol do parto em casa, da humanização e da aceitação das doulas . Mas veja bem, em nenhum momento eu estive divulgando isso, me gabando ou me colocando como parteira. Em nenhum momento eu disse a mulheres que acompanhava partos como parteira...Nunca disse isso.

Se por uma inocência minha acompanhei, foi por que senti que era o mais certo a se fazer por elas e por mim. Se quisesse de alguma forma obter status de parteira tradicional, já teria feito a alguns meses atrás através do parto de Ana, mas não o fiz e não o farei. Esse assunto é tão delicado quanto o assunto que sempre tento abordar de humanização para todas, valores cobrados para se ter parto em casa com parteira e o fato de muitas mulheres não terem condições financeiras para isso. Tão delicado quanto uma gestante ter que se contentar com menos por não ter como pagar o parto em casa. 

Observe...não quero aqui questionar o valor cobrado para se parir em casa hoje...acho justo que seja cobrado, afinal todo o risco que se envolve e todo o estudo da pessoa em questão... é justíssimo que se pague por estes serviços como pagamos outros mais em nossas vidas. Mas acho muito triste ver mulheres deixando um sonho de lado por falta de dinheiro ou de sorte em achar quem acompanhe um parto cobrando um valor mais baixo e facilitando ao máximo...Mesmo assim tem quem não consiga pagar.

Bom, deixando claro aqui que NÃO sou parteira e nem pretendo exercer a função sem que tenha graduação para tal...Que sei sim o risco que mulheres correm optando por terem partos sem assistência de um profissional treinado para situações adversas e que não incentivo nem estimulo que o façam...E que mesmo muitas dizendo, não estou querendo com minhas escolhas e decisões acabar com a luta da humanização ou do parto em casa... Prosseguirei com o relato...Voltando a Carol e o parto. Nos encontramos duas vezes antes do parto, uma na roda de apoio a gestante "Do ventre a Luz" e outra em minha casa, numa tarde muito agradável de pizzas vegs e crianças brincando.

Apesar de nos encontrarmos pouco pessoalmente, nossa ligação foi natural e nossa amizade e confiança crescia instintivamente...Tudo fluiu naturalmente. Eis que na noite anterior ao parto eu sonhei com ela... O telefone tocava e eu não conseguia acordar, tentava muito abrir o olho e atender, mas sem sucesso... Então vejo seu rosto surgir na minha frente dizendo: - Preciso que venha agora, ela vai nascer...atende o telefone! Nessa hora dei um pulo da cama e fui ver o celular...kkk... Ela não havia me ligado e como eram 4 horas da manhã resisti a vontade de ligar pra ela. Voltei a dormir e no outro dia resolvi fazer tudo o que estava pendente em minha casa...Fiz faxina e arrumei armários. Me sentia de certa forma em pródromos e com a cabeça volta ou outra na Carol...

Assim que terminei tudo, tomei banho e seguia para a casa de minha mãe com as crianças Carol me liga por volta das 20 hrs com aquele tom de voz de quem está com contrações de parir...kkk Pelo seu tom de voz um tanto sério e introspectivo eu sabia que não poderia demorar muito pra chegar na casa dela. Cheguei na minha mãe, jantei e segui para a casa de Carol. Cheguei em sua casa por volta das 21 e pouco...E encontrei um ambiente um tanto agitado ainda...com luzes, barulho e todos numa espécie de estado alerta...kkk...o que era normal. Mama Carol estava em transe sob a bola, cheguei saudei-a com Bendito amor e um beijos carinhoso em sua testa.

Assim o fiz com sua mãe e sua filhota Sophie que estava especialmente intrigada e espoleta com toda situação...kkk Sua mãe então decidiu levar Sophie para dormir, então começou a se formar o ninho perfeito para Naomi nascer. Foram apagadas as luzes, acesas as velas e o Nyabing deu o toque primitivo e espiritual que faltava. Desde esse momento então tudo foi fluindo com rapidez, tranquilidade e muito amor.

Carol continuava na bola, mas agora recebendo todo meu amor e uma massagem que gosto de usar visualizando a dilatação. Ela foi se entregando ao processo cada vez mais, mantendo a respiração calma e profunda, mas entoando sons guturais serenos e intensos. Cada vez mais sentia que meu papel alí era de resignação, de fazer como gosto de fazer mesmo...observar e servir em silêncio. E Carol me permitiu ficar assim, pois ela queria assim também... Michel estava por alí a todo instante, fazendo o que tinha que ser feito por ele...Arrumando o ninho para sua rainha parir. Não passou muito tempo e Carol pede para enchermos a piscina, enquanto seu rei preparava a piscina ela foi com a bola para o chuveiro enrolada em toalhas para manter o calor naquela noite gelada.

Neste momento senti que o casal precisava de privacidade, então trocamos de função e enquanto eu continuava o processo de esquentar água no fogão e encher a piscina, Michel apoiava e carinhava sua esposa no chuveiro. Este momento foi incrivelmente lindo de se ver, ambos alí parindo juntos...de mãos fortemente dadas e testa colada. Ví alí todo o amor daquela família, daquele casal...

Imperatriz e Imperador juntos em uma só sintonia e vibração. Naquele momento Carol mudou o som para o tão esperado puxo...veio de leve, mas nos serviu como alerta de que era preciso correr com a piscina...E aí começou a correria. Era um tal de joga panela de água quente e fria...kkkkk Mas ela queria ir pra piscina, não dava mais pra esperar, foi então que tive a ideia salvadora, ela foi pra piscina (que estava com água pela metade) envolta nas toalhas e mantivemos ela quente com canecas de água por todo seu corpo, enquanto um mantinha ela quente o outro ia enchendo a piscina. Fomos nos revezando cada vez que um cansava, e em dado momento eu já bem cansada fui jogar uma banheira de água quente (não fervendo), tropecei e joguei um belo jato em sua lombar...preocupada só me desculpava, afinal era nela ou na sala toda...kkk...

Mais tarde ela veio me falar que foi muito bom aquele jato, ela sentiu que com a pressão da água a bebê desceu relativamente bem e aliviou muito a dor na lombar...UFA!!

Acomodada na banheira Carol ia se movendo como uma gata ao parir, ia se encontrando nas posições e mudando com uma rapidez sempre que necessário...Ela estava totalmente entregue a seu corpo, a suas funções e instintos. Sua respiração profunda logo deu lugar a gemidos de puxo entrelaçados a palavras sussurradas a Naomi. Ela chamava sua filha com todo amor e tranquilidade, nos deixando completamente admirados com sua força e amor. Através de seu chamado Carol trazia lindamente Naomi ao mundo, a cada força ela vinha aos poucos, no seu tempo. Nesse momento ninguem mais saiu de seu lado, era chegada a grande hora daquela noite...

E em uma das forças ouvimos Carol nos dizer que Naomi estava alí, ela podia sentir seus cabelos entre os dedos. Nessa hora fomos a jubilo, rimos de alegria e emoção. Não se passou muitas forças mais e sua cabeça saiu, não podemos ver pois o ambiente estava a meia luz, mas Carol ia nos narrando tudo com uma voz serena que nos iluminava. Enfim ela veio, pelas águas, do ventre de sua mãe e pelas mãos de sua mãe, com algumas circulares no pescoço e no braço, veio forte com choro de pulmão bom, com cor rosada e tranquilidade de quem nasceu na hora certa e de forma digna...como todas as crianças deveriam nascer. Carol a saudou com bendito amor, beijos e cheiros...Como se a muito sentisse saudade de sua pequena. Olhei ao lado e vi Michel chorando lágrimas de lavar a alma. Naomi logo se acalmou entre os seios de sua mãe, com toca na cabeça e fralda envolta em seu corpo...a noite fria dava lugar a um calor intenso de uma luz que brilhava forte.

Passado os primeiros momentos a mãe de Carol entra na sala e se encanta com a nova netinha, e logo após Sophie acorda e ainda sonolenta fala: Nenê!!! Com cara de alegria pura. Após o cordão parar de pulsar, Carol pede a Michel para cortar o cordão...E assim foi tranquilamente. Para manter o calor de Naomi enquanto Carol esperava a saída da placenta, fomos troca-la. O pai tirou a pequena dos braços de sua mãe, namorou ela por um tempo e passou para meus braços para que pudesse vestir e aquecer a pequena. Eu a peguei com delicadeza e a enxuguei sem esfregar, apertei um pouco mais o cordão e a vesti...Tudo isso sem manipular ela mais que o necessário. Passei ela novamente para o pai, e finalmente sua irmã Sophie pode conhecer e carinhar a mais nova integrante da família.

Voltei para a sala onde Carol ainda esperava pela placenta e alí fiquei, lhe dando apoio, e alimento para lhe dar ânimo. Ela estava cansada e muito relaxada e após perceber isso retomou sua posição de parir e novamente ouviu o que seu corpo sabiamente lhe dizia...E por fim após longos minutos a placenta saiu e oficialmente o parto findou. Carol ainda debilitada sai da água com meu amparo, eu a enxugo e ela vai ao encontro da pequena que devora sua mãozinha com o reflexo de sugar poderoso. E sem muitos esforços gruda no peito de sua mãe e mata a fome de quem teve muito o que fazer naquela noite. Fiquei por um momento alí e logo fomos nos recolher para descansar...Dormimos umas 4 horas e levantamos para enfim arrumar a sala, que na noite anterior servira de ninho para que Carol trouxesse ao mundo com respeito e dignidade a Naomi. Enquanto Carol tomava seu café da manhã, sentada na beira de sua cama conversamos...E ainda um tanto encantadas com aquelas horas mágicas trocamos impressões por cima. E novamente elas voltaram a dormir...Enquanto terminávamos de arrumar tudo para que Sophie (que estava quase pulando na piscina) pudesse brincar livremente. E foi assim, da forma mais pura e linda que Naomi veio ao mundo...Da forma que todas as crianças merecem chegar.

Espero que quem ler este relato não o entenda mal, deixe-se tocar pela única coisa que importa...O Amor...Todo Amor...

๖๔΅˚◦.Minha Arte.◦˚΅๖๔