10 de set. de 2011

* O perfeito e delicado sistema hormonal do parto


Como o corpo produz tudo o que é necessário para que o parto seja um evento seguro, e a conseqüência das interferências nesse processo

É bem sabido que a vida na terra é composta de uma rede que interconecta todos os seres, onde um depende do outro para que o todo subsista. A própria natureza cria sistemas de auto-regulação que favorecem a vida. É como se fosse do próprio “interesse” do todo manter a reprodução dos seres vivos.
Assim, é inato a cada fêmea do reino animal - como a cada mulher - um sistema reprodutivo perfeitamente organizado para a manutenção da espécie e para que gerar, gestar, e parir sejam experiências seguras para a mulher. Num parto sem perturbações, o próprio organismo humano se ocupa de produzir analgésicos (beta-endorfinas) que aliviam as dores do parto, ou de atingir um pico de ocitocina que previne hemorragia pós-parto, por exemplo.
Mesmo sem receber informações sobre o que deve ser feito, sem ser “educado” para o parto, o corpo feminino será capaz de realizá-lo, da mesma maneira como realiza qualquer outra função fisiológica sem que haja necessidade de um comando racional para acionar esse mecanismo.

O parto é um evento fisiológico

Em seus seminários, o obstetra francês Michel Odent lança sempre a pergunta: “qual é a parte mais ativa em uma mulher em trabalho de parto?” - o cérebro. É ele que comanda todas as contrações uterinas, a intensidade com que acontecem, o ritmo do trabalho; é o cérebro que acionará e liberará no organismo da mulher hormônios que vão além do nascimento em si, agindo na transformação da mulher (e todas as outras fêmeas) em uma mãe. Alguns hormônios atuam não apenas no nível físico, mas também no nível comportamental e emocional, como a prolactina, que ativa o instinto materno, ou as beta-endorfinas que criarão o laço de dependência e cuidado entre mãe e filho¹.
Há milhares de anos esse mecanismo fisiológico tem permitido que a espécie humana se perpetue. As intervenções médicas nesse processo, contudo, têm acarretado partos difíceis, traumáticos, e com seqüelas comportamentais e emocionais, que se mostram seja nas mulheres com depressão pós-parto ou sentindo-se incapazes de cuidarem de seus filhos, seja na instituição de uma sociedade mais violenta, devido aos seus “novos integrantes” não terem recebido doses de hormônios previstos pelo cérebro.²
Hormônios sintéticos (utilizados para induzir e/ou acelerar o trabalho), analgésicos, epidurais, ou mesmo condições externas como luz forte, por exemplo, podem interferir nessa rede hormonal e interromper o encadeamento fisiológico e a seqüência do trabalho. Hormônios sintéticos causam efeitos físicos em determinada parte do corpo, mas não atuam no comportamento como os hormônios produzidos pelo próprio cérebro, além de possuírem uma ação isolada, não sendo regulados de acordo com o que está acontecendo no resto do corpo da mãe e do bebê.

Hormônios naturais x Hormônios Sintéticos

Quando é ministrada ocitocina sintética a uma mulher durante o trabalho de parto, o número de receptores de ocitocina no útero é reduzido pelo corpo para prevenir uma estimulação em excesso.³ Isso significa que a mulher tem maiores riscos de hemorragia pós-parto, pois sua própria liberação de ocitocina, crítica nesse momento para contrair o útero e prevenir a hemorragia, será inútil devido ao baixo número de receptores.
A ocitocina materna atravessa a placenta e entra no cérebro do bebê durante o trabalho, agindo para proteger as células cerebrais fetais “desligando-as”, e diminuindo o consumo de oxigênio em um momento em que os níveis de oxigênio disponíveis para o feto são naturalmente baixos4. A ocitocina sintética, porém, não tem a capacidade de atravessar a parede placentária, e não atingirá o organismo do bebê.
Outro efeito da ocitocina sintética é que as contrações produzidas por ela podem acontecer muito próximas umas das outras, impedindo que o bebê se recupere da pressão sofrida pelo útero. Em condições normais, o cérebro da mãe libera a ocitocina por meio de pulsações, e como os dois organismos – mãe e bebê - estão em comunicação durante o trabalho de parto por meio do fluxo sanguíneo comum, o cérebro conseguirá “ler” o nível de catecolaminas liberada na corrente sanguinea pelo bebê, regulando a intensidade e o ritmo das contrações de acordo com o nível de estresse vivido pelo bebê e pela mãe.
Os níveis de todos os hormônios presentes no momento do parto são regulados de acordo com o andamento do trabalho e do estado físico em que se encontra a mãe e o bebê. A alteração de um só elemento desestrutura toda essa delicada rede, cujas conseqüências se estendem para o pós-parto, o aleitamento e a relação emocional entre mãe e filho. Nos momentos finais da preparação do bebê para o nascimento, os hormônios atuam para amadurecer os pulmões e regular o sistema termogênico (regulação térmica) do recém-nascido.

Os danos causados por interferências no sistema hormonal do parto

Durante o período pré-natal, o cérebro do bebê está mais vulnerável a danos irreversíveis5 e estudos indicam que substâncias ministradas por volta da hora do parto, mesmo em pequenas doses, podem causar efeitos colaterais na estrutura do cérebro e na química do recém-nascido que talvez não sejam claros até a idade adulta.6
Os medicamentos ministrados à mãe entram imediatamente na corrente sangüínea e vão igualmente ao bebê, e alguns desses medicamentos serão absorvidos preferencialmente pelo seu cérebro7. A meia-vida das substâncias ministradas (ou seja, o tempo que se leva para reduzir em 50% o nível do medicamento da corrente sangüínea) é muito maior no organismo do bebê após o corte do cordão umbilical. A buvicaína, por exemplo (medicamento derivado da cocaína, usado como anestésico local), tem uma meia-vida de 2,7 horas no organismo adulto, mas cerca 8 horas em um bebê recém-nascido.8
Os medicamentos utilizados em procedimentos de rotina nos partos continuam agindo no corpo da mãe e do bebê por horas após o parto, fazendo com que a mãe esteja sedada no momento de seu primeiro encontro com seu filho, e que o bebê nasça sob efeito dessas drogas, o que causa um imprinting químico no seu cérebro. As conseqüências desse fenômeno poderão ser percebidas na vida adulta como tendência física em reviver tal sensação experienciada no parto, causada por essas substâncias anestésicas. O imprinting previsto pela natureza para o cérebro do bebê neste momento seria aquele realizado pela ocitocina produzida pelo cérebro da mãe e do bebê durante um trabalho de parto sem interferências.
Para que o trabalho e o parto aconteçam de forma ideal, algumas medidas simples podem ser tomadas, que permitem que o sistema límbico (parte primitiva do cérebro, comum a todos os mamíferos) faça o trabalho de produção dos hormônios necessários ao parto e ao imprinting no cérebro da mãe e do bebê. O neo-cortex humano - a parte mais racional e moderna do cérebro, que quando em ação impede o perfeito funcionamento dos comandos do sistema límbico, que comanda as funções fisiológicas previstas para o parto9 - é estimulado por luzes fortes, pela construção de um raciocínio por meio da linguagem, pelo frio (libera adrenalina), e pela sensação de estar em risco. Evitar todos esses fatores é a condição básica para que o parto seja facilitado, e que o corpo coloque em ação o modelo fisiológico previsto para um parto seguro e prazeroso.

por Letícia Koehler

1. Pesquisa realizada na França sobre o efeito das epidurais em animais mostrou que as ovelhas em que foram injetadas epidural não tiveram um comportamento materno normal após o nascimento dos filhotes; o efeito foi mais fortemente marcado pelas ovelhas que receberam a droga no início do trabalho: sete entre oito dessas mães não mostraram interesse por seus filhotes por ao menos 30 minutos.1A Os pesquisadores analisaram baixos níveis de ocitocina no cérebro dessas ovelhas e também demonstraram uma reversão parcial dos efeitos do comportamento maternal quando a ocitocina foi ministrada no cérebro dessas recém-mães.1B A)Krehbiel D, Poindron P, Levy F, Prud'Homme MJ. Peridural anesthesia disturbs maternal behavior in primiparous and multiparous parturient ewes. Physiol Behav. 1987;40(4):463-472. B) Levy F, Kendrick KM, Keverne EB, Piketty V, Poindron P. Intracerebral oxytocin is important for the onset of maternal behavior in inexperienced ewes delivered under peridural anesthesia. Behav Neurosci. Apr 1992;106(2):427-432.

2. O obstetra francês Michel Odent realizou diversos estudos sobre o tema. A vasta bibliografia do autor disponibiliza mais informações, principalmente a obra The Scientification of Love. Revised ed. London: Free Association Books; 2001.

3. Phaneuf S, Rodriguez Linares B, TambyRaja RL, MacKenzie IZ, Lopez Bernal A. Loss of myometrial oxytocin receptors during oxytocin-induced and oxytocin-augmented labour. J Reprod Fertil. Sep 2000;120(1):91-97.

4. Tyzio R, Cossart R, Khalilov I, et al. Maternal oxytocin triggers a transient inhibitory switch in GABA signaling in the fetal brain during delivery. Science. Dec 15 2006;314(5806):1788-1792.

5. Mirmiran M, Swaab D. Effects of perinatal medication on the developing brain. In: Nijhuis J, ed. Fetal behaviour. Oxford: Oxford University Press; 1992.

6. Nyberg K, Buka SL, Lipsitt LP. Perinatal medication as a potential risk factor for adult drug abuse in a North American cohort. Epidemiology. Nov 2000;11(6):715-716 e Csaba G, Tekes K. Is the brain hormonally imprintable? Brain Dev. Oct 2005;27(7):465-471.

7. Hale T. The effects on breastfeeding women of anaesthetic medications used during labour. Paper presented at: The Passage to Motherhood, 1998; Brisbane Australia.

8. Hale T. Medications and Mother's Milk. Amarillo TX: Pharmasoft; 1997.

9. Veja também o texto As necessidades básicas da parturientehttp://guiadobebe.uol.com.br/parto/as_necessidades_basicas_da_parturiente.htm

Letícia Koehler é jornalista free-lancer, atuando na área humana, ambiental e de culturas nativas. Desde 2000 está envolvida com o tema do parto natural e humanizado. leticialk@hotmail.com

Este texto foi baseado no artigo Ecstatic Birth - Nature’s Hormonal Blueprint for Labor de Sarah Buckley. As referências bibliográficas (com exceção da n. 2 e 9) também foram retiradas dos texto original de Dra Buckley. Para ter acesso ao artigo de Sarah, visite o site www.sarahbuckley.com (original em inglês), ouwww.partodoprincipio.com.br (versão em português).


9 de set. de 2011

* Meu bebê está passando da hora de nascer?



Bebê é igual fruta, só cai do pé quando está madura.

Com o fim da gestação, aparece na maioria das mulheres os incômodos desta fase como: inchaços, insonia, cansaço e dores pelo corpo.
Como se isso não bastasse para deixá-la mais ansiosa, começa a tormenta da pressão familiar.
Todos insistem em perguntar a mesma coisa...Te ligam, vão a sua casa ou até por acaso a encontram na rua e a primeira coisa que querem saber é se marcou a data do parto, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.

Não importa se já tenha dito mil vezes que vai esperar pelo tempo do seu bebê, insistentemente eles usam argumentos populares e comprovadamente falsos para te amedrontar.

Como as pérolas citadas abaixo:

1- Seu bebê já está pronto por que esperar mais?
r. Por que o bebê só está pronto mesmo quando o trabalho de parto se inicia, ou seria a natureza imperfeita ao ponto de ter um mecanismo que não funciona completamente?

2- É perigoso ele passar da hora e morrer!
r. Bebê não tem prazo de validade, não passa da hora...Em casos raros eles entram em óbito por uma insuficiência placentária antes do parto (quando a placenta não está fazendo seu papel de sustentar o bebê no útero) ou por alguma malformação congênita (alguma anomalia no organismo do bebê). O que se resolve com um acompanhamento pré-natal efetivo podendo ser constatado previamente salvando a vida do bebê.

3- Por que sentir dor se você pode marcar a cesárea e evitar isso?
r. Pra isso eu só digo uma coisa...Cesárea dói mais que parto vaginal, e a dor do parto é antes de ter um bebê pedindo seus cuidados...Já pensou no que é passar por uma cirurgia dolorosa e ter que dar banho no bebê???

Acontece que a mulher encontra-se fragilizada com seus próprios medos, dúvidas e anseios, e agora fatores externos começam a atormentá-la.
A gestante bem informada, que procurou ajuda e apoio em grupos pró-parto natural, em leituras que embasam a fisiologia da mulher e nos profissionais comprovadamente humanizados, sabe que não tem motivo algum pra temer e que dentro da normalidade (mãe/bebê saudáveis) tudo acontecerá mais cedo ou mais tarde, mesmo que for com mais de 42 semanas.

Porém a gestante que não se importou em buscar informações verdadeiras que a tranquilize diante desses falsos argumentos (da vizinha, da avó, do médico cesarista/intervencionista), se pegam apavoradas com a ideia errônea de que irá perder seu bebê.
Esse estado emocional abalado faz com que queira desesperadamente marcar a data da cirurgia com o doutor, tirando o bebê saudável precocemente do aconchego e segurança do útero materno.
Com a intensão de "salvar" o bebê (que não está correndo risco algum de morte) ela acaba sucumbindo a uma cesariana eletiva ou uma indução seguida de todo tipo de intervenção, e que poderá também acabar em cesariana após ser contatado a não evolução do trabalho de parto por não estar na hora do mesmo.

Para que esses mitos sejam extintos é preciso primeiramente munir as gestantes com a arma mais poderosa que existe, a informação verdadeira e empoderadora.
É inconcebível que nos dias de hoje ainda se dê ouvidos a essas crendices tolas, pior, que elas sirvam de base para se marcar uma cesárea eletiva ou uma indução anterior a 42 semanas* de gestação saudável e bem assistida (por médicos humanizados... ;) ...).

Não tem sentido expor mãe/bebê a uma cirurgia invasiva ou ao uso de hormônios sintéticos.

* Sem que isso seja altamente recomendado devido a fatores convenientes a que a situação pede.

Sendo que na cesárea, mãe/bebê correm riscos altos como em toda cirurgia de grande porte.

Dentre estes riscos estão: Infecções, prematuridade do bebê (podendo lhe causar desconfortos respiratórios e futuras doenças como bronquite, asma, pneumonia entre outras), pós-operatório complicado e doloroso, angustia da separação (devido ao quadro de anestesia e incapacidade de cuidar do bebê nas primeiras horas de sua vida), descida do leite tardia (impedindo ou atrasando a pega do bebê no seio materno e com isso o primeiro contato entre os dois...Ou mesmo aumentando o risco de desmame precoce), depressão pós-parto (apresenta maior frequência em mulheres que fizeram cesárea) devido ao sentimento de impotência e até mesmo estresse por não estar plena física/emocionalmente para cuidar e suprir todas as necessidades do recen-nascido, isso sem falar no risco de óbito que ambos correm.

Já no parto induzido precocemente (sem que o corpo tenha dado sinais de que é chegada a hora, isto é, colo apagado, bolsa rota a mais de 48 horas sem sinais de contrações ou gestação após 42 semanas).
Mãe e bebê sofrem com a exposição da ocitocina sintética (o famoso e dolorido sorinho) e que pode causar: Dor intensa e incontrolável (muito maior que a sentida no parto natural, onde a ocitocina vem do próprio corpo da mulher que a produz sabiamente em doses perfeitas), batimentos cardíacos alterados (mãe/bebê), falta de oxigenação que na maioria dos casos acaba por aumentar a adrenalina (também por estresse da mãe) e que pode resultar em sofrimento fetal (má oxigenação do bebê pelo cordão) e ou liberação precoce de mecônio (1° fezes que na verdade são resíduos contidos no estomago do bebê e acumulados durante os 9 meses) e que irá resultar em cesárea de emergência.

No parto induzido ainda corre-se o risco de não suportar a dor causada pela ocitocina sintética (sorinho) optando por receber anestesia, o que poderá estacionar o trabalho de parto pelo relaxamento do corpo da mãe e pela falta de controle sobre seu corpo e a sensação das contrações. Tendo ainda que se usar de intervenções como romper a bolsa amniótica (expondo o bebê e a mãe a infecções), fazer episiotomia (corte direcionado no períneo) e até mesmo ter de usar o fórceps de alívio ou vácuo-extrator para finalizar o nascimento...E após todo esse sofrimento ainda correr o risco de não dar certo e ter que correr pra uma cesárea de emergência, pois o corpo e o bebê não estavam prontos para parir.

Tudo isso só mostra o quanto a fisiologia do corpo feminino é perfeitamente apta a exercer esse papel de dar a luz da maneira mais bela e agradável, pois respeita o tempo e o corpo de ambos.

No parto natural a mulher se sente segura de seu papel e aceita que tudo acontecerá no tempo certo, sendo bem acompanhada e instruída, a gestação seguirá sem medo até a boa hora chegar.
Quando o corpo/bebê dão sinais de que está realmente na hora, tudo será feito com calma , pois a mulher que se preparou sabe que este processo seguirá lenta e gradual (pródomos/fase latente) até a hora de ir ao hospital na fase ativa do trabalho de parto (com contrações regulares a mais de 1 hora).

E por isso nossa natureza fêmea é tão sábia, pois nos deu a benção e o poder de lidar com as sensações do trabalho de parto com tanta calma que fica totalmente  controlável quando se quer e se entendem os motivos que te levaram a se deixar abrir pra parir um filho...é mágico e renovador!


Todos os bons hormônios (ocitocina para contrair e endorfina para aliviar a dor), que o corpo da mulher produz durante o trabalho de parto são naturais, e por este fator muito mais fácil de lidar.

A mulher que dá a luz a um filho de forma natural estará plena física e emocionalmente, permitirá um inicio de vida saudável e vigoroso  ao bebê e um inicio de vida de mamãe mais tranquilo e seguro.
Proporcionando seu calor e amor desde o primeiro instante de vida, podendo então amamentar seu filhote logo após o nascimento, criando assim um vinculo instantâneo de amor e instinto materno.

Sabendo de todos os males da cesárea eletiva e da indução precoce, por que ainda existem tantas mulheres que aceitam ser submetidas a elas sem ter certeza de que é realmente necessário?

Eu respondo: Falta de informação, pois é claro que quem se informa sabe que o melhor é ter Naturalmente.

Hoje quem quer ter um parto natural no Brasil precisa lutar e muito para conquistá-lo, pois sabemos que o protocolo de hospitais e até casas de parto é o de esperar, mas não muito...Por isso informe-se, empodere-se, leia, pesquise e lute com unhas e dentes pelo seu parto e seus direitos...VOCÊ CONSEGUE!!!!

Agradeço a todas que tiveram a paciência de ler mais um livro meu...rsrs...e peço para que me corrijam se achar qualquer bobeira que eu tenha dito...sou levada pelo coração, pelo instinto...e não muito pela mente.

Aos que forem publicar este texto peço para que coloquem meu link e créditos...Beijos e Bençãos.





5 de set. de 2011

* Parto tecnológico: um show de horrores!



Uma fêmea de mamífero, quando prestes a parir, geralmente se isola, procura um lugar tranquilo, silencioso e de pouca luz. Nesse ambiente, o parto se dá de forma natural. Mas, o que ocorre com as fêmeas da espécie humana? Lamentavelmente, o parto tecnológico, em ambiente hospitalar, barulhento, frio, bem iluminado e geralmente como resultado de um parto cesáreo (previamente agendado). Imagino como as crianças são muito mal recebidas neste mundo. De repente, todo o oposto da segurança e quietude uterinas irrompem em poucos segundos. É um choque inimaginável. Parturientes dopadas, médicos apressados, pais fotógrafos / cinegrafistas, sondas no nariz, aquecedores artificiais, gente estranha, bactérias superpoderosas e... nada da mãe, dormindo ou cheia de dor.
O primeiro vínculo do ser é o ventre materno. O estresse, a alimentação e as emoções atuam diretamente no feto. Para seu bem ou não. O segundo vínculo inicia-se no parto e vai até os três meses de vida, no qual a relação de intimidade e proximidade entre mãe e recém-nascido (RN) é fundamental pelo resto da vida. Não é à toa que os peitos ficam em uma localização tal que, quando mamando, a criança fica a a 10 ou 15 cm do rosto da mãe. Isso tem uma razão de ser: o RN reconhece apenas rostos que estão suficientemente pertos. A proximidade é fundamental, particularmente no momento da amamentação, instante de troca emocional e doação amorosa, além da nutrição completa do corpo. Há outros vínculos mais, com ambiente familiar, social, emocional e intelectual, que serão abordados posteriormente.
Não me espanta o número de mulheres que chegam às maternidades e não têm mais dilatação do colo uterino, "impedindo" o parto vaginal. É o parto tecnológico, o ambiente hospitalar (fisica e emocionalmente inadequado) e a programação mental a qual as futuras mamães são cruelmente submetidas durante o pré-natal que fazem isso. Aí, então, tome cesariana. E tome anestésico. E tome analgésico. E tome soro. E tome curativo. E tome criança separada da mãe. E tome mamadeira. E tome um show de horrores! Depois, a grande desculpa: os peitos secaram, não têm leite, estão rachados, inflamados, infectados. Não me admira que falte leite, diante dessa sequência absolutamente antinatural de gestar e dar a luz. Ou será que que as mamães têm medo que suas mamas despenquem ao oferecer seu leite ao seu rebento? Precisamos voltar à natureza, sábia demais, pois gestação e parto bem conduzidos e naturais (o máximo possível) podem ser a diferença entre um ser humano futuramente equilibrado ou inadequado pelo resto vida.

Fonte: Banco de Saúde

Assim????
Ou assim...^^

๖๔΅˚◦.Minha Arte.◦˚΅๖๔