5 de set de 2011

* Parto tecnológico: um show de horrores!



Uma fêmea de mamífero, quando prestes a parir, geralmente se isola, procura um lugar tranquilo, silencioso e de pouca luz. Nesse ambiente, o parto se dá de forma natural. Mas, o que ocorre com as fêmeas da espécie humana? Lamentavelmente, o parto tecnológico, em ambiente hospitalar, barulhento, frio, bem iluminado e geralmente como resultado de um parto cesáreo (previamente agendado). Imagino como as crianças são muito mal recebidas neste mundo. De repente, todo o oposto da segurança e quietude uterinas irrompem em poucos segundos. É um choque inimaginável. Parturientes dopadas, médicos apressados, pais fotógrafos / cinegrafistas, sondas no nariz, aquecedores artificiais, gente estranha, bactérias superpoderosas e... nada da mãe, dormindo ou cheia de dor.
O primeiro vínculo do ser é o ventre materno. O estresse, a alimentação e as emoções atuam diretamente no feto. Para seu bem ou não. O segundo vínculo inicia-se no parto e vai até os três meses de vida, no qual a relação de intimidade e proximidade entre mãe e recém-nascido (RN) é fundamental pelo resto da vida. Não é à toa que os peitos ficam em uma localização tal que, quando mamando, a criança fica a a 10 ou 15 cm do rosto da mãe. Isso tem uma razão de ser: o RN reconhece apenas rostos que estão suficientemente pertos. A proximidade é fundamental, particularmente no momento da amamentação, instante de troca emocional e doação amorosa, além da nutrição completa do corpo. Há outros vínculos mais, com ambiente familiar, social, emocional e intelectual, que serão abordados posteriormente.
Não me espanta o número de mulheres que chegam às maternidades e não têm mais dilatação do colo uterino, "impedindo" o parto vaginal. É o parto tecnológico, o ambiente hospitalar (fisica e emocionalmente inadequado) e a programação mental a qual as futuras mamães são cruelmente submetidas durante o pré-natal que fazem isso. Aí, então, tome cesariana. E tome anestésico. E tome analgésico. E tome soro. E tome curativo. E tome criança separada da mãe. E tome mamadeira. E tome um show de horrores! Depois, a grande desculpa: os peitos secaram, não têm leite, estão rachados, inflamados, infectados. Não me admira que falte leite, diante dessa sequência absolutamente antinatural de gestar e dar a luz. Ou será que que as mamães têm medo que suas mamas despenquem ao oferecer seu leite ao seu rebento? Precisamos voltar à natureza, sábia demais, pois gestação e parto bem conduzidos e naturais (o máximo possível) podem ser a diferença entre um ser humano futuramente equilibrado ou inadequado pelo resto vida.

Fonte: Banco de Saúde

Assim????
Ou assim...^^

28 de ago de 2011

*Adoráveis doulas: paz, tranquilidade e também segurança na hora do parto

Mais uma obra da artista Amanda Greavette

Elas têm a função de incentivar e desmistificar o parto normal para as gestantes. No momento tão esperado, e também depois, a doula é uma figura fundamental para as novas mamães.
São os instantes decisivos. À volta da gestante, todos se movimentam na expectativa da chegada do bebê. Mas o que ela sente? O que pensa nesse momento? Ao seu lado, alguém segura sua mão e transmite toda a serenidade necessária para que tudo corra bem. Essa pessoa é a doula, cujo papel é auxiliar a gestante, dar carinho, apoio antes, durante e depois do parto.
As histórias sobre parto natural que a nutricionista Patrícia Schwengber ouviu de sua mãe foram sempre positivas. Hoje, aos 30 anos, a vinda de sua primeira filha, Isabela (que a essa altura já deve ter poucos dias de vida), será cercada de segurança transmitida por sua doula Cátia Carvalho, que a acompanha desde os sete meses de gestação.
A relação entre doula e doulanda – como são chamadas as gestantes que optam por esse acompanhamento – cresce em intimidade. Entre aulas de yoga e de cuidados com bebê, Patrícia e Cátia abrem caminho para o parto normal e humanizado, que vai de encontro aos índices alarmantes de cesarianas, 85% de partos cirúrgicos na rede privada, segundo o Ministério da Saúde. Um número muito acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Achar um médico que faça parto normal é difícil, a maioria quer cesariana. Com a Cátia perdi muito os medos, tive acesso a informações que muitas vezes os médicos não passam. O que o trabalho da doula me passa é segurança e tranquilidade. É uma relação muito gostosa que temos”, diz a nutricionista.
Como mãe de primeira viagem, Patrícia tem seus receios e não arriscará um parto em casa. Vai esperar pelas primeiras manifestações de Isabela em casa e, quando tiver perto de sua chegada, irá para o hospital.
“Na verdade, a gente quebrou um paradigma inverso. Está tão instituído o parto cesariano que a gente fica à mercê do médico, desconhece as alternativas e os outros profissionais envolvidos no processo. Através da doula, fui levado a conhecer essa nova realidade”, diz Guilherme Gapski, 40 anos, marido de Patrícia.

Doula há mais de 20 anos fala sobre o desafio da profissão

Doula desde 1988, Cátia teve dois filhos de parto natural e com o apoio de outra doula. Um dos grandes desafios em seu trabalho é desmistificar o parto natural. Muitas gestantes procuram o acompanhamento de uma doula com receio de dor e sofrimento, outras vão por indicação de obstetras que não tentam convencê-las de um procedimento cirúrgico.
“É exposto o parto anormal, que não é a coisa fisiológica. Quando a grávida chega ao hospital, é olhada com cara de pânico, falam que ela vai pedir por anestesia, pedir por uma cesária, as pessoas perguntam se ela não tem medo da dor, mas é claro que ela tem! Nosso trabalho é incentivar a escolha da gestante, dando ferramentas para ela ter um parto mais confortável através de exercícios, massagem, acalmando o marido, tentado diminuir todas as intervenções, que muitas vezes não ajudam na hora do parto e são extremamente desagradáveis para a mãe”, explica.
Doula e parteira não são a mesma pessoa, mas trabalham juntas ao lado de outros profissionais da saúde. Cátia costuma dizer que o médico está pelo parto, os enfermeiros estão pelo médico, o neonatologista está pelo bebê e a doula encontra-se ali pela grávida. A grande luta dessas profissionais é pela atenção e respeito à intimidade do parto, diluindo a imagem do nascimento como algo sofrido, impessoal.

Na luta para conseguir ter um parto normal

A escolha pelo parto humanizado não foi uma opção apenas na segunda gravidez da professora Adriana Facina, 39 anos. Durante a gestação de sua primeira filha, Adriana tinha o desejo de dar à luz por parto normal, mas na época foi convencida pelos médicos a fazer uma cesariana. A figura de uma terapeuta corporal, que a acompanhou durante o procedimento, foi muito importante para que ela tivesse sua intimidade garantida nos primeiros momentos pós-parto.
Grávida de sete meses de um menino, Adriana procurou a doula Gisele Muniz, 28, para acompanhá-la nessa gestação. A professora mudou de obstetra e espera agora ter um parto normal.
“Esperei muito por isso na outra gravidez. Quando fizeram a cesariana foi uma grande frustração. Hoje tenho muita convicção do que quero. Eu não tenho medo, o que me preocupa atualmente é ter um parto domiciliar, só que é financeiramente difícil, os planos de saúde não aceitam”, lamenta Adriana.
Como doula, Gisele passa os conhecimentos do parto humanizado, as técnicas para relaxamento e também sua experiência como alguém que escolheu parto natural. Depois do nascimento de sua filha em 2006, a educadora perinatal considerou o assunto tão apaixonante que quis investir em cursos de formação.
“A doula não faz nenhum procedimento clínico e por isso qualquer pessoa sem ser da área da saúde pode atuar. Nosso foco é dar base à mulher, apoio e carinho”, diz.

Entregues na partolândia

O que a maioria vê como um momento sofrido durante o trabalho de parto, as doulas descrevem como o alcance à partolândia. Um estado alterado de consciência, quando a mulher se deixa levar pelos seus instintos primitivos e se concentra para parir.
“Algumas relatam até como um transe mesmo, em que nada mais importa. Nenhuma ordem importa, isso quando o parto é fisiológico. Já vi várias mulheres dizendo para desligar a câmera, rasgarem a roupa, darem ordens. A mulher deixa de falar, deixa de brincar, ela fica mais séria. Para a gente, a mulher chegar nesse estado é uma coisa fantástica”, relata Gisele.
“Para possibilitar que a mulher chegue nesse transe, a gente tenta evitar ao máximo o entra e sai no quarto, enfermeiro fazendo perguntas do tipo ‘qual seu CPF?’, pessoas que não têm nada a ver com aquele momento fotografando. Isso faz com que os partos sejam longos e a mulher demore a se concentrar. Esse é o lado mais instintivo, mais bicho que a mulher vai liberar. Elas têm que se entregar ao momento, à dor, não ter controle de tudo. Algumas mulheres sentem dor, outras não, algumas dizem que é apenas um desconforto, um apertão por dentro ou a dor maior do mundo. O importante é usar aquilo para trazer o bebê ao mundo. Nesse momento, a mulher se revela como ela é na vida”, completa Cátia.

Protagonista no parto

A pessoa mais importante na cena do nascimento. Foi assim que se sentiu a jornalista Sarah Nery, 28 anos, quando se preparava para dar à luz a Caio. Ela fugiu da cesariana e preferiu ter seu filho em casa, com ajuda de uma parteira e de uma doula.
“Dar à luz com ajuda de uma doula é ter curiosidade e controle no parto, como elas dizem, ter um empoderamento do parto. O nascimento é algo tão maravilhoso, mas se perdeu porque o parto virou um estresse, uma coisa medrosa. O papel da doula foi fundamental, a ideia do parto natural é que tudo aconteça naturalmente, o corpo pede movimentos e você faz, não fica presa numa mesa. Nesse aspecto, minha doula trabalhou com massagens, respirações e movimentos”, conta.

Por: Maria Laura Machado

19 de ago de 2011

* Casa Angela: o sonho de uma parteira.



Parto no Brasil


Agradeço as Queridas do Blog Parto no Brasil por reunirem tantas informações preciosas e empoderadas num só lugar...Visitem! Vale muito a pena.



Hoje vamos contar como foram nossos (deliciosos) dias juntas, com atividades maravilhosas e integrantes de nosso aprendizado diário no universo da humanização às assistências obstétrica e neonatal.(Texto de Bianca Lanu e Ana Carolina; Fotos: Bianca Lanu).
Nos dias 13, 14 e 15 de maio a Casa Angela - Associação Comunitária Monte Azul, na Estrada p/ Itapecerica, em São Paulo, capital, contou c/ a presença de aproximadamente 30 mulheres que participaram do 2o. módulo da formação em Educação Perinatalpela ANEP Brasil, c/ a presença das psicólogas Eleanor Luzes eLaura Uplinger e também da terapeuta Carla Machado, que coordenou os trabalhos cujo tema foi Concepção Consciente - confiram a programação emhttp://partonobrasil.blogspot.com/2011/05/fomacao-em-educacao-perinatal-pela-anep.html.
Na casa, também estavam expostas fotos do livro recém-lançado Parto com Amor, do casal Lucina Benatti e Marcelo Min - que logo será sorteado peloblog!
Além da companhia de Laura e sua prosa baseada na Ciência Iniciática, que pode ser conferida em seu site Wonder Soft the Womb - http://www.wondersofthewomb.com/index.html, também pude conhecer Bia Fioretti, fotógrafa e coordenadora do projeto Mães da Pátria (acessem aqui!), que fotografa parteiras e já tem cerca de 1000 imagens registradas, com parteiras da América Latina. Para firmar o elo, Bia nos recepcionou c/ saborosas mexiricas, sem ao menos saber o quão simbólica é para mim a fruta, já que passei os últimos dos nove meses da gestação de Rudá comendo muitas mexericas, e nossa placenta num pé foi plantada, 15 dias depois de seu nascimento em nossa casa. Nem preciso dizer o quanto meu coração ficou acalentado! Bia, foi um grande prazer ter por perto aquela que há alguns anos já apreciava o inovador e magnífico trabalho, sem ao menos saber que também trilharia esse caminho de partejar!
É... nada é mesmo por acaso!
Assim, 30 mulheres, 30 histórias, 30 singularidadesem um rico e lindo (micro)Cosmos!
Todas nós ali presentes, naquele final de semana frio e ensolarado na capital paulista, nos entregamos à experiência de pensar sobre o ato consciente de ser mulher, filha e mãe.
Laura Uplinger e Carla Machado nos brindaram com seus conhecimentos sobre a concepção, sobre todo o processo que compreende o momento exato em que nossos corpos deixam de ser dois, exatamente, e passam então a ser três.... sobre o momento exato em que nosso corpo de mulher recebe, materialmente, a entidade, nossa cria, que em termos médicos-objetivos-científicos-desprovidos de emoção ou individualidade é chamadoconcepto ou produto da concepção.
Sim, querid@s, é possível nos beneficiarmos também dapercepção e vivência consciente e ativa dos processos que antecedem o nascimento, de nossos filhos sobretudo, mas de nossa própria existência. É possível e prazeroso estar atento às sutilezas de nossos gestos e pensamentos, e o nosso contexto.
E participar daquela roda organizada pela Anep-Brasil foi um mergulho intenso nas origens de nossas maternidades... Falando agora por mim, Ana Carolina, não é mesmo à toa que ambas as editoras deste blog trataram de rumar a casa de suas respectivasprogenitoras tão logo fosse possível. (Em Bauru-SP, o delicioso III Seminário de Humanização era nosso único compromisso pendente).
Além da partilha intensa de relatos, com mistos de lágrimas e risos, pudemos conhecer aCasa Angela (suspiro!), uma casa de parto aconchegante, onde cada detalhe foi pensado e sonhado pela parteira alemãAngela Gehrke, mas que sem recurso não pode operar, já que a Secretaria Municipal da Saúde não firmou convênio com a instituição. A Casa Angela foi criada para atender a comunidade Monte Azul, na Zona Sul, tendo capacidade p/ 14 partos de baixo risco diários, em suítes PPP, c/ banheira, bola suíça, cavalinho, banqueta, além de um ambulatório de aleitamento materno e uma ambulância a postos, em um ambiente acolhedor que poderia ser atendido por enfermeir@s obstetras e obstetrizes, porém por questões políticas não é disponibilizado seu uso.
No sábado, após a formação com a ANEP, a querida Dal, enfermeira obstetra Romilda Dias, nos guiou pelo edifício, contando-nos das dificuldades que enfrentam para trabalhar. Também relatou experiências super gratificantes, como por exemplo, da chefe de enfermagem que foi conhecer o local após ter recebido em sua maternidade 04 parturientes que informaram terem frequentado o pré-natal da Casa, e que, segundo seu julgamento (claro!) estavam muito bem preparadas para o parto vaginal em maternidade padrão brasileira.
Dal também tem um história que ficou famosa na obstetrícia paulistana: uma versão externa aos 45 do segundo tempo, sabe? Médico alemão, amigo da Angela, maternidade tradicional (pública) UTI de prontidão. Mas..... deu certo! E o bebê nasceu duas semanas depois! Esta é apenas uma de todas as tantas histórias que conhecemos nesta oportunidade. Gratidão!
No site encontramos como esse lindo projeto teve início, e agradecemos muito a Dal, que nos acolheu e nos contou como funciona a Casa Angela atualmente.
Nascida e formada na Alemanha, a parteira Angela Gehrke chegou ao Brasil em 1983 para trabalhar na área de saúde da Associação Comunitária Monte Azul e logo passou a se dedicar ao acompanhamento da gravidez, do parto e do pós-parto das mulheres da favela de mesmo nome, na zona Sul de São Paulo.
Inspirada em sua formação com o médico obstetra francês Frederick Leboyer, um dos pioneiros do parto humanizado, e comovida com a falta de acesso das mulheres da comunidade a serviços de saúde adequados, Angela passou a oferecer assistência ao parto e ao nascimento no ambulatório da Associação Comunitária Monte Azul.
A divulgação desse serviço sem precedentes entre as mulheres e adolescentes da favela e dos bairros adjacentes foi enorme, atraindo um número cada vez maior de interessadas. Com o tempo, a fama do parto humanizado oferecido por Angela na Monte Azul ultrapassou os limites da região e chegou até os bairros mais ricos da capital, de onde muitas mulheres passaram a se deslocar para ter seus bebês com a parteira na favela.
Primeira casa de parto
Em junho de 1997, foi inaugurada a primeira casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul, na rua Vitalina Grassman, onde hoje fica a Casa da Trilha, que oferece orientação e tratamento para dependentes químicos e seus familiares.
A proposta da casa de parto era dar prosseguimento ao trabalho desenvolvido por Angela durante 10 anos no ambulatório da Monte Azul. Nesse período, ela realizou um total de 1500 partos normais, com baixos índices de intervenção, alto grau de satisfação das mulheres e nenhum caso de morte materna ou neonatal.
Em 1998, Angela adoeceu. No ano seguinte a casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul fechou suas portas. A parteira alemã, que se tornou uma das pioneiras do movimento pela humanização do parto no Brasil, morreu vítima do câncer em 2000. Seu trabalho constitui um importante legado que até hoje, mais de dez anos depois, continua inspirando mulheres de todas as classes sociais, profissionais de saúde e pessoas dedicadas à elaboração de políticas públicas em prol da humanização do parto e do nascimento no Brasil.
Casa Angela: o projeto
Em 2003 a Associação Comunitária Monte Azul, em cooperação técnica com o Hospital Municipal do Campo Limpo e com a Secretaria Municipal da Saúde elaborou o projeto de uma nova casa de parto, batizada de Casa Angela, em homenagem à parteira Angela.
O primeiro passo foi realizar um levantamento da situação da assistência materno-infantil na região em termos de oferta e de qualidade. Foram encontrados números alarmantes: taxa de cesárea por volta de 50%, taxa de mortalidade materna acima da média do município, além de altos índices de prematuridade e baixo peso ao nascer. Analisando diversos indicadores como esses, chegou-se à conclusão de que existia demanda por uma casa de parto na região.
Em 2004 o projeto foi apresentado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Na época, houve o entendimento de que, para garantir a manutenção do serviço, inclusive o custeio da equipe profissional, a Prefeitura incluiria a Casa Angela no Programa Saúde da Família por meio de um convênio entre a SMS e a Associação Comunitária Monte Azul. Em contrapartida a entidade, com a ajuda de parceiros internacionais, assumiu os custos com as obras de construção e a aquisição de equipamentos básicos e mobiliário. Em setembro de 2005 o projeto de edificação da Casa Angela foi aprovado pela Vigilância Sanitária. A construção inciou-se em 2006.
Casa Angela: a realidade
A Casa Angela ficou pronta em 2008 e começou a funcionar parcialmente em março de 2009, com os primeiros atendimentos de pré-natal e pós parto.
No primeiro ano de funcionamento, de março de 2009 a março de 2010, foram realizadas 734 consultas de pré-natal e 369 de pós-parto (incluindo visitas domiciliares e orientação em planejamento familiar). Os grupos de apoio, oficinas e palestras para gestantes e pais atraíram 763 participantes. Além disso, 60 adolescentes foram atendidos a cada semana no programa de educação sexual “Jovens Tecendo Laços”.
Em 2008 a Casa Ângela também se tornou sede das reuniões do Comitê de Mortalidade Materna e Infantil da Supervisão Técnica de Saúde M´Boi Mirim. Desde então, 1490 profissionais de saúde participaram de palestras e cursos de capacitação voltados à saúde materno-infantil, realizados pela Casa Angela.
Pronta para funcionar
A organização, a infraestrutura física, os materiais e equipamentos, bem como a qualificação dos profissionais da Casa Angela estão de acordo com os padrões estabelecidos na RDC 36/08 da Anvisa que estabelece padrões para o funcionamento de serviços de atenção obstétrica e neonatal.
A planta arquitetônica foi elaborada de acordo com as normas estabelecidas na Portaria nº 985/GM, de 5 de agosto de 1999, que cria a figura do Centro de Parto Normal, e aprovada pela Anvisa em setembro de 2005. Desde dezembro de 2008, a Casa Angela possui o alvará de funcionamento da Anvisa.
Assim, a Casa Angela possui toda a documentação necessária para funcionar como Centro de Atenção Integral à Saúde Materno-infantil com Centro de Parto Normal e Núcleo de Educação Sexual e Aconselhamento para Adolescentes.
Apresentado em 2004 à Secretaria Municipal da Saúde, seu projeto de implantação obteve, na época, parecer favorável da Prefeitura. De lá para cá, num contexto de mudanças na gestão municipal, ao primeiro parecer favorável seguiram-se cinco respostas negativas da Secretaria Municipal da Saúde. Na mais recente delas, de novembro de 2009, a Prefeitura alega que não existe esgotamento da capacidade pública de atendimento que justifique investimento privado na região. Em outras palavras, que não existe demanda pelo serviço de uma casa de parto nesse local.
Sem o convênio que possibilitaria o repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Casa Angela funciona atualmente de forma parcial, oferecendo atendimento pré-natal, mas sem realizar partos.
Fonte: http://www.casaangela.org.br/?page_id=64
Para conhecer também um pouco da vida desta parteira acessem:http://www.casaangela.org.br/?page_id=62
Blog Parto no Brasil, em novembro de 2010 noticiou o lançamento de sua biografia, em Brasília/DF:http://partonobrasil.blogspot.com/2010/11/livro-reune-historias-da-parteira.html
Conheçam também a localidade:
Casa Angela fica ao lado da Estrada de Itapecerica, a aproximadamente 300 metros do terminal de ônibus João Dias e da estação Giovanni Gronchi do Metrô (Linha 5 – Lilás), na Rua Mahamed Aguil, 34, Jd. Mirante, CEP 05801-060, em São Paulo/SP. Para contato: Tel.: (11) 5852-5332 - Email: casaangela@monteazul.org.br - Site: http://www.casaangela.org.br/
Vejam também a entrevista apresentada por Juliana Cardoso no Programa Expresso Paulistano, da TV Câmara, com a enfermeira obstetra Romilda Dias, em fevereiro deste ano:
Nós desejamos imensamente que este sonho se concretize, e que muitas mulheres-mães possam parir c/ amor e respeito, como deve ser!

๖๔΅˚◦.Minha Arte.◦˚΅๖๔