Um video simples, direto e lindos sobre a luta pela a permanência do curso de Obstetricia da USP.
Por que lutamos??? POR QUE O BRASIL PRECISA DE UMA ASSISTÊNCIA DIGNA AO PARTO!!!
12 de abr de 2011
10 de abr de 2011
* Parto em Casa x Parto Hospitalar.
Não são iguais!!!
Sobre o video chocante que mostra claramente a gritante diferença em
se parir em casa, no calor do seu lar, rodeada de pessoas queridas,
contra a forma brutal que hoje as mulheres são forçadas a darem a luz,
em ambiente hostil, gelado e cheios de estranhos manipulando suas
vaginas e suas decisões sobre o que elas querem do parto DELAS.
E você? O que você prefere? Informe-se e MUDE! Você PODE!!!
O Rito do Parto não precisa ser vivido em ambiente hostil e gelado.
Não precisa e não deve ser um momento de trauma e terror na vida de
nenhuma mulher no mundo...Pode ser um momento de prazer sim!!!
O parto pode ser um Rito familiar onde todos estarão unidos de mente,
corpo e alma para dar as boas vindas a um novo ser que chega, a uma
nova mulher que se partiu e também nasceu e merece ser carinhada.
E se esse momento únicamente mágico na vida de uma familia não for
respeitado com toda sensibilidade e paciência que a ele é necessário,
para vingar e dar certo...Pode acreditar: Será uma vivência terrível!
Estamos na Luta por um parto mais digno para Mãe, Bebê e Família.
O PARTO NÃO É DO MÉDICO, NÃO É DO HOSPITAL, NÃO
É DOS OUTROS...O PARTO É DA MULHER E DO BEBÊ!!!
E ELES MERECEM RESPEITO NESSA LINDA E BOA HORA!
No es lo Mismo
Parto Em Casa = RESPEITO!!!
PENSE, EMPODERE-SE E MUDE!!! O PARTO É SEU!!!
2 de abr de 2011
* 2ª Roda de Gestantes do Ventre à Luz
Tela de Orlando Teruz
"A dor - tão desprestigiada nos tempos modernos - é necessária no resguardo. Para se conectar com partes muito escondidas de nosso ser, para investigar bem lá dentro e sair do tempo e do espaço reais. Para entrar em um nível de consciência intermediário, um pouco fora da realidade. A dor permite que nos desliguemos do mundo pensante, percamos o controle, esqueçamos a forma, o correto. A dor é nossa amiga, nos leva pela mão até um mundo sutil, ali onde o bebê reside e se conecta conosco. Perdemos a noção de tempo e espaço. Para entrar no túnel da ruptura, é indispensável abandonar mentalmente o mundo concreto. Porque parir é passar de um estágio a outro. É um rompimento espiritual. E, como todo rompimento, provoca dor. O parto não é uma enfermidade a ser curada. É uma passagem para outra dimensão."
A Maternidade e o encontro com a própria sombra
Laura Gutman
Nos reuniremos novamente no Parque da Juventude, próximo ao Metrô Carandiru, dia 09/04 das 09:00 às 11:00. A roda será realizada no gramado ao lado do banco de areia. Tragam cangas ou toalhas para sentarem-se. Crianças são muito bem vindas, não esqueçam de protege-las do Sol! Sintam-se à vontade para trazerem alguns "quitutes" para dividirmos.
O tema será "A dor no parto"!
Não precisam fazer inscrição e, caso esteja chovendo no dia, iremos para algum lugar coberto dentro do parque. A participação é gratuita.
Outros assuntos relacionados ao parto natural e a maternidade em geral poderão ser discutidos durante a roda, estaremos à disposição para tirarmos todas as dúvidas das gestantes, mamães e casais grávidos presentes!
Essa roda dará seqüência a um trabalho que está sendo planejado com muito amor visando ajudar as mulheres a exercerem de forma plena e consciente a maternagem.
Por favor, nos ajudem a divulgar a iniciativa para as gestantes da zona norte de São Paulo, de Guarulhos ou de qualquer outro lugar que dê fácil acesso ao Parque da Juventude.
30 de mar de 2011
* Porque obstetriz e o que você tem a ver com isso?
Entenda a opção pela obstetrícia. E se puder, apóie a causa.
Tela de Loren Entz
Meu nome é Ana Cristina Duarte. Coordeno no GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br).
Sou obstetriz formada pela USP-EACH.
Quando decidi me dedicar ao atendimento de mães e bebês, já casada, dois filhos, vida estabilizada, eu poderia ter trilhado qualquer caminho que quisesse, qualquer carreira. Mas eu esperei por alguns anos, perseguindo a Profª Dulce Gualda em todos os eventos de Humanização para saber quando sairia o prometido curso de obstetrícia da USP. No tempo em que esperei o curso sair, eu poderia já ter completado um curso de enfermagem! Mais dois semestres e algumas horas de estágio, eu já poderia ser enfermeira obstetra. Mas não era o meu sonho. Eu não me via como enfermeira, eu não queria estudar doenças, hospitais, cuidado com idosos, crianças, UTI, procedimentos, cardiologia, oncologia, sistematização do processo de cuidar, antes de me dedicar à minha paixão.
Eu queria estudar a mulher, seus processos, a gravidez, seus partos, seus bebês. Eu queria reinventar o cuidado na gravidez, parto e pós-parto. Eu queria pensar em como cuidar da mesma mulher desde o resultado do exame de gravidez, até ela estar amamentando seu bebê. Eu queria estar com ela desde o início, até o fim do processo. Com a mesma mulher, na sua família, na sua casa, no seu contexto social, emocional, afetivo. Eu me via assim, parteira. Eu não me via assim, antes enfermeira, depois especialista. Questão de identidade pessoal com uma carreira que já existe internacionalmente e já existiu no Brasil!
Quando o curso saiu para o vestibular de 2005, eu devo ter sido a primeira a me inscrever! Foram quatro anos de dedicação. Quatro anos estudando tudo o que se refere à mulher, nesta fase da vida. Tínhamos na ponta da língua tudo o que era normal e o que era anormal. Normal na média, normal fora da média, anormal. Exames, diagnósticos, sintomas. Equipe multidisciplinar, UBS, alto risco, baixo risco. Fisiologia, anatomia, nutrição, sociologia, psicologia. Mecanismos do parto, manobras, posições, apresentações, distocias, eutocia. Intervenções, estatísticas, saúde pública e privada. Filmes de parto entre técnicas de esterilização. Parto na água entre elaborações de escala.
Sacolejando em trens ou parados na Marginal Tietê ao final de um dia cansativo, nós sobrevivemos a quatro anos de intenso treinamento focado na assistência humanizada, segura e baseada em evidências no ciclo da gravidez, parto e puerpério.
Foram quatro intensos e difíceis semestres de estágio, porque ainda não existem campos de estágio onde a mulher seja vista e tratada como nós, alunos, havíamos aprendido na escola. Mas ainda assim pudemos atender muitos partos, consultas de pré natal, consultas de pós parto, em ambulatório e domicílio. Massagem nas costas e partograma, palavras de incentivo, acocorar no banheiro, abraçar, controlar a dinâmica e o gotejamento (desse não pudemos escapar). Proteção do períneo, clampeamento tardio (quando conseguíamos), contato pele-a-pele (quando transgredíamos).
Tivemos um excelente curso, que certamente poderia ser melhor (tudo pode ser sempre melhor) e que desde então vem sendo melhorado ano a ano, com novas disciplinas, reestruturação da grade, adaptação a exigências. Formamo-nos obstetrizes competentes e sedentos por trabalhar na assistência. Não queremos ser enfermeiros, nem médicos, nem psicólogos. Queremos trabalhar na assistência à saúde da mulher durante a gravidez, parto e puerpério. Apenas obstetrizes, como existem em todo o mundo sob os curiosos nomes de sage-femme, midwife, matrona, partera, hebamme, ostetrica, obstetrix, llevadora. Não estamos reinventando a roda e não negamos a importância de todas as outras profissões que existem.
Quero apenas continuar fazendo o que amo: assistência dentro de equipe multidisciplinar, com parceiros obstetras, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, doulas, educadoras, pediatras e muitos outros. Quero continuar parceira respeitosa e privilegiada desses maravilhosos médicos e enfermeiras obstetras que têm nos dado os braços nessa longa jornada pela melhoria da assistência à saúde no Brasil. Mas não quero ser enfermeira nem médica. Eu sou obstetriz.
Neste momento o primeiro e único (por enquanto) curso de formação de obstetrizes do país está sob ameaça. A USP pretende encerrar as vagas para a carreira já no próximo ano. A justificativa é que o COFEN (Conselho Federal de Enfermeiros) não nos reconhece como enfermeiros (que não queremos ser), bem como não mais reconhece a profissão obstetriz, apesar dela ser mais antiga que a enfermagem obstétrica. A proposta oficial da USP é "Fundir o curso de obstetrícia com a enfermagem", ou seja, aumentar um pouco o número de vagas para Enfermagem no vestibular e extinguir de vez a Obstetrícia.
Esse é o começo do fim. Sem vagas, sem alunos. Sem alunos, sem curso. Sem curso, sem carreira. Sem carreira, sem obstetrizes. Mesmo as que existem serão como solitárias andorinhas voando sem um bando. Sem fazer verão. Sem mudanças no cenário. Continuaremos como era antes, o que não era nada bom. Para impedir que isso aconteça, é necessária muita pressão da sociedade e é isso que estamos tentando fazer. Para isso peço sua ajuda neste momento.
Assinando nossa petição, manifestando nela a sua opinião, vamos mostrando que o curso não é uma manifestação de 250 alunos e 150 obstetrizes formados. Não estamos falando mais de um vestibular, nem de alguns formados a procurarem uma nova carreira. Assinando e manifestando repulsa a essa amputação proposta pela USP, mostramos que o curso e seu ideário são uma manifestação da sociedade por um mundo melhor, por uma forma diferente e justa de se gestar, nascer, dar à luz e amamentar seus filhos, que seja acessível a todas as mulheres. A obstetrícia não diz respeito a obstetrizes, enfermeiros, médicos, USP, CFM ou COFEN. A obstetrícia diz respeito à vida de todos e ao futuro dos nossos filhos.
Para assinar nossa petição: clique em http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
Basta nome e RG, mas você também pode deixar uma mensagem de apoio. Não precisa preencher os outros dados.
Assinaturas já recolhidas (7800 na última visita):http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/8452/?show=500
Vídeo da Manifestação de apoio ao curso de obstetrícia da USP:
Reportagem da Globo:
Reportagem no blog da fotógrafa Bia Fioretti:
Grupo de Apoio no Facebook:
Blog Obstetrizes Já:
Grata pela colaboração! E assine a petição, clicando aqui:http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
SALVE A OBSTETRÍCIA!!!!
Coral formado por mulheres que tiveram seus bebês em casa com Obstetrizes e com respeito e dignidade.
19 de mar de 2011
* ABAIXO-ASSINADO contra o fechamento da graduação em Obstetrícia na USP.
Pela continuidade da Obstetrícia como graduação na USP, a favor da humanização do parto e empoderamento da mulher a fim escolher seu modelo de parto, e dar continuidade à construção teórica e filosófica da obstetrícia enquanto assistência humanizada no país, convido todos e todas a assinar o abaixo-assinado do link a seguir.
17 de mar de 2011
* "Eu não tenho passagem"...Mito ou Verdade?
Todo mundo conhece alguém cuja o bebê nasceu através de uma cirurgia cesariana porque "não tem passagem". É um discurso que permeia o imaginário das mulheres e que, por vezes, está presente na fala dos próprios médicos! Mas o que 'raios' significa não ter passagem?
Dá pra realizar esse diagnóstico só de olhar para a gestante? Isso é genético? Se minha mãe não teve passagem, eu não vou ter também? O que eu faço para ter a tal da passagem????
Dá pra realizar esse diagnóstico só de olhar para a gestante? Isso é genético? Se minha mãe não teve passagem, eu não vou ter também? O que eu faço para ter a tal da passagem????
Calma, gente. Todo mundo tem passagem. Ou melhor, dilatação do colo do útero.
Durante a gestação, todos sabemos que o bebê fica posicionado dentro do útero, envolto pela bolsa das águas que contém o líquido amniótico. O colo do útero fica fechadinho e grosso, justamente para o bebê não nascer antes do tempo ideal.

Quando a mulher entra em trabalho de parto, esse colo, antes grosso, começa a afinar. Vocês podem ouvir na cena do parto o profissional dizer que o colo está grosso, médio, afinando, etc. Quando o colo termina de afinar, trabalhando em conjunto com as temidas contrações uterinas, ele começa a dilatar, pouco a pouco, em um processo que pode demorar horas...ou dias.
A dilatação do colo do útero começa com 1cm e segue se abrindo até completar os 10cm ideais para o bebê poder sair de dentro dele. A dilatação acontece na saída do útero e não na vagina, como muitos acreditam. A vagina é um músculo que contrai e relaxa, ok?

Os profissionais conseguem definir o quanto o útero está dilatado através do exame de toque
obstétrico. Segue abaixo uma imagem que representa o posicionamento dos dedos do profissional durante o exame, que abre os dedos em formato de tesoura.

Estime-se que, em trabalho de parto, a dilatação aumente 1cm por hora. Mas isso não é uma lei, cada parto é um parto e a natureza age se permitirmos. Durante os primeiros centímetros, as contrações têm um intervalo maior, o que permite à mulher suportá-las facilmente.
É o momento em que, em uma gestação de baixo risco, a parturiente pode ficar em casa, procurar se distrair e não se focar em cronometrar as contrações. Lembre-se: um trabalho de parto pode durar horas e é cansativo, aproveite esse período para descansar, relaxar.
Infelizmente, no cenário obstétrico atual do Brasil, temos que ter um profissional engajado na busca pela promoção da humanização do parto e nascimento, um profissional que esteja preparado para encorajar a mulher a aguardar pacientemente a dilatação se concluir e, principalmente, a encoraje e a permita trabalhar esse parto, com a ajuda de uma doula e do acompanhante, em um ambiente que não seja aversivo, de modo que o trabalho de parto transcorra de forma respeitosa, sem que sejam necessárias intervenções para acelerar o processo e que, consequentemente, aumentem as chances de a mulher precisar ser submetida à uma cirurgia cesariana.
Portanto, se você está grávida e seu médico só de olhar pra você disse que você não tem passagem, ou se a sua mãe precisou ser submetida à uma cesariana por esse motivo, não precisa se preocupar porque sem dilatação não há trabalho de parto, procure um profissional que tenha experiência e vontade de acompanhar partos naturais e fique tranquila, pois o seu colo irá dilatar na hora certa.
Durante o trabalho de parto, seu bebê estará sendo monitorado e qualquer alteração na frequência cardíaca do feto será identificada pelo profissional responsável, caso você precise ser submetida à uma cesariana para salvar o seu bebê da privação de oxigênio antes que a sua dilatação esteja completa, saiba que a indicação da sua cesariana será bebê apresentando sofrimento fetal e não "falta de dilatação" ou "de passagem".
Precisamos acreditar que todas essas mulheres vítimas do sistema, principalmente as brasileiras, não vieram com defeito de fabricação!!!
Fonte: Blog da doula Priscilla Rezende
13 de mar de 2011
* O bebê não quer virar, e agora?!
Feto - Da Vinci
Então é hora de dar uma ajudinha a ele, veja como nos exercícios abaixo...
Esses exercícios as chances do bebe virar são muito grandes, algo em torno de 90%.
São 3 posições que devem ser feitas durante um dia todo, cada um deve durar 20 minutos (contados no relógio), com intervalo de 2 horas de uma para o outro.
Somente devem ser feitos a partir de 36 semanas.
Somente devem ser feitos a partir de 36 semanas.
1º
Mulher deitada de peito no chão (ombros no chão), quadril erguido usando uma pano (rebozzo) no quadril para sacudir delicadamente o bebê.
2º
meia ponte, mulher de barriga pra cima, cabeça mais baixa que as pernas, funciona melhor se for deitada numa tábua inclinada numa escada... ângulo de 45º (não faça sozinha).
meia ponte, mulher de barriga pra cima, cabeça mais baixa que as pernas, funciona melhor se for deitada numa tábua inclinada numa escada... ângulo de 45º (não faça sozinha).
3º
engatinhar, rebolando bem. Proteger mãos e joelhos, porque dói.
engatinhar, rebolando bem. Proteger mãos e joelhos, porque dói.
4°
(Pode ser feito em qualquer idade gestacional)
(Pode ser feito em qualquer idade gestacional)
Converse com o bebê. Pede a alguém conhecido, falando bem próximo a barriga, dizendo-o para se virar, de maneira suave e carinhosa, encostando a boca bem próximo a pele, na parte de baixo da barriga.
Nos intervalos, dormir, banhar, comer. Um dia é suficiente.
A mulher deve ficar a mercê dos exercícios, sem preocupações e/ou interrupções. Pra isso precisa de alguém pra acompanhar ( no caso a Doula é de grande ajuda).
Depois de um dia de exercícios, é comum o bebê virar durante a noite, mas se não virar...
Outras técnicas podem ser realizadas, como compressas (quente no pé da barriga e gelada no auto do estômago), homeopatia, moxabustão e em último caso se o bebê for persistente, é hora de dar (literalmente) uma mãozinha através da versão externa, que é uma manobra feita para virar o bebê manualmente e que só pode ser feita por um profissional treinado e experiente.
Crédito das fotos: Feitas em um workshop com Naolí Vinaver López (parteira mexicana) no GAMA...
Artigo completo no site Parir é Natural!
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